Introdução sobre as novelas


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A cada chacoalhada, suas pulseiras emitiam um som de cascavel. Nervoso, perguntava: tô certo ou tô errado? Para agradar a amante – “viúva” de um herói milagreiro de uma cidadezinha do sertão nordestino –, ele, um poderoso latifundiário manipulador dos políticos locais, não se importava em ficar de quatro arfando como um cão. Com essas e outras cenas, o ator Lima Duarte imortalizou a figura de Sinhozinho Malta como uma das mais populares da televisão no Brasil.

Vale tudo
TV Globo / Divulgação
Cena da novela "Vale Tudo" que mostra as personagens Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires)

As vilãs

A personagem Yvone, interpretada por Letícia Sabatella, está roubando a cena em Caminho das Índias. Nesta galeria, veja imagens de vilãs que também se destacaram nas novelas.

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Assim como ele, há outros personagens marcantes que saltaram das telinhas para povoar o imaginário dos brasileiros. Odete Roitman, por exemplo, foi uma das mais odiadas vilãs de todos os tempos. Interpretada pela atriz Beatriz Segall, ela acabou assassinada e descobrir quem a matou virou assunto predileto de muita gente. A popularidade desses personagens na cultura nacional é fruto de um dos gêneros televisivos de maior sucesso no país: a telenovela.     

A primeira novela surgiu na televisão brasileira em dezembro de 1951. Ao longo dos anos 50 e 60, a teledramaturgia passou por várias transformações em seu conteúdo e no seu formato. Nos primeiros anos, a ausência do videoteipe fazia com que elas fossem exibidas ao vivo e apenas em dois dias por semana. Na década de 60, já com a possibilidade de serem gravadas, ganharam episódios diários, o que foi fundamental para prender a atenção dos telespectadores. Nos anos 70, as novelas viraram definitivamente um fenômeno de audiência, cuja repercussão extrapolou as fronteiras do país.

Pecado capital
TV Globo / Divulgação
Betty Faria e Francisco Cuoco na novela "Pecado Capital"

Produto cultural nacional bem-sucedido dentro e fora do Brasil, as novelas ainda são alvo do preconceito intelectual. Nas últimas décadas, no entanto, abriu-se espaço no meio acadêmico para estudos e pesquisas sobre o fenômeno de forma a vê-lo com olhos mais favoráveis. Mas, independente da opinião de seus críticos e estudiosos e dos altos e baixos nos seus índices de audiência, elas se tornaram um dos entretenimentos prediletos dos brasileiros. Prova disso é que “Roque Santeiro”, a novela que tinha Sinhozinho Malta como um dos personagens principais, alcançou 74% de média de audiência [fonte: IBOPE], algo raramente visto na história da TV.

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