![]() Toca-discos óticos |
O sistema som-em-filme usa uma das duas tecnologias:
O método mais comum é o processo ótico, onde uma linha transparente é gravada junto com o filme. A largura da faixa varia de acordo com a freqüência do som. Por essa razão, é conhecida como trilha sonora de área variável (variable-area soundtrack). À medida que o filme roda na unidade pickup de áudio, uma lâmpada excitadora fornece uma fonte de luz, concentrada na lente entre a linha transparente. A luz que passa pelo filme brilha numa fotocélula.
A fotocélula transforma a luz em corrente elétrica. A quantidade de corrente é determinada pela quantidade de luz recebida pela fotocélula. As partes mais largas da faixa permitem mais luz, fazendo com que a fotocélula produza mais corrente. Quando a largura da faixa transparente muda a quantidade de luz, o resultado é uma variação de corrente elétrica que pode ser mandada para um pré-amplificador. O pré-amplificador aumenta o sinal e o manda para o amplificador, que distribui o sinal para os alto-falantes.
Uma variação desse método é conhecida como trilha sonora de densidade variável (variable-density soundtrack). Este método utiliza uma faixa que varia em transparência ao invés de largura. Quanto mais transparente for a faixa, mais luz brilha através dela. O maior problema com este método é que a granulação natural do filme pode criar muito ruído.
Nos anos 50, a gravação magnética tornou-se popular. O som magnético colocado no filme tinha várias vantagens sobre o método óptico:
Mesmo com a gravação magnética fornecendo seis canais de som para o filme, o custo era muito alto. Experiências com faixas óticas estéreo haviam sido feitas, porém os resultados foram insatisfatórios, pois havia muitos ruídos. Em 1965, quando o Dolby Laboratories apresentou o Dolby A, um método de redução de ruído originalmente desenvolvido para gravações profissionais, a indústria do cinema viu uma oportunidade de reinventar as trilhas óticas.
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A principal deficiência do Dolby A é que a freqüência de resposta é muito estreita, resultando em uma variação menos dinâmica. A redução de ruído Dolby evoluiu com o Dolby SR Spectral Recording, processo otimizado que reduz o ruído duas vezes mais que o Dolby A.
Em 1971, o filme "Laranja Mecânica" (A Clockwork Orange) usou o Dolby A num sistema som-em-filme magnético e obteve grande sucesso. Eastman Kodak trabalhou com a RCA e com a Dolby nos anos 70, para desenvolver a área variável estéreo (SVA), um método óptico que oferecia som estéreo usando duas linhas de tamanho variável alocadas no espaço originalmente desenvolvido para uma linha.