Introdução sobre Shakespeare
Teve uma época que chegaram a duvidar de sua existência. Tantas obras tão geniais dificilmente poderiam ter sido escritas por um único homem. Mas foram. E o fato é que William Shakespeare é o mais importante
dramaturgo de todos os tempos e um dos mais brilhantes artistas da história. Suas peças teatrais escritas há cerca de quatro séculos provavelmente são as mais encenadas em todo o planeta. Além disso, suas tramas e personagens têm inspirado inúmeras produções cinematográficas, literárias, televisivas, além de estudos nos mais variados campos, da filosofia à psicologia. Conforme profetizou um poeta contemporâneo a ele, Shakespeare não era o artista para uma era, mas sim para a eternidade.
 © istockphoto.com / Claudio Divizia Retrato de William Shakespeare que aparece impresso em uma das primeiras edições de sua obra
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Realmente a importância e a influência de sua obra dramática e poética extrapolou seu tempo. Em uma pesquisa feita em 2009, pelo jornal Daily Telegraph no Reino Unido, sobre qual personalidade as pessoas gostariam de ressuscitar, o dramaturgo aparece em terceiro lugar, atrás apenas de Jesus Cristo e da princesa Diana, e à frente de ícones do século 20 como
Albert Einstein e
Elvis Presley. Nada mal para alguém que viveu há séculos e não tem nenhum milagre ou escândalo amoroso em seu currículo. O mais incrível é que esse homem que se tornaria o mais importante autor da língua inglesa era filho de pais analfabetos e nunca frequentou uma universidade.
Segundo Harold Bloom, um dos mais respeitados críticos literários dos nossos tempos, ao ler e assistir às peças de Shakespeare é possível concluir que ele não apreciava advogados, gostava mais de beber do que de comer e era lascivo em relação aos dois sexos.
Além das mudanças estruturais que introduziu na dramaturgia, que permanecia praticamente imutável desde o seu nascimento na Grécia antiga, um dos grandes méritos de Shakespeare foi o de compreender como poucos a alma humana. Amor, loucura, poder e vários temas filosóficos foram abordados em sua obra com uma profundidade poucas vezes vista. Sua dramaturgia influenciou ou mereceu o comentário dos mais brilhantes pensadores e artistas do planeta desde a Renascença até a contemporaneidade. Entre eles estão
Nietzsche, Goethe,
Descartes, Voltaire,
Jean-Paul Sartre, Freud,
Schopenhauer,
Hegel,
Kierkegaard, Ortega y Gasset, Oscar Wilde,
Wittgenstein,
Machado de Assis e Jorge Luis Borges. Provavelmente, nenhum outro autor tenha tido influência tão ampla e por tanto tempo.
William Shakespeare escreveu 38 peças teatrais, além de alguns poemas de teor erótico e cerca de 150 sonetos dedicados a um “belo jovem” e a uma “dama morena”, entre 1589 e 1616. Nas próximas páginas conheça um pouco mais sobre a vida e a obra do mais famoso bardo inglês.
Shakespeare no cinema Desde os seus primórdios até hoje, a sétima arte tem encontrado nos textos de Shakespeare uma fonte inesgotável de inspirações e adaptações. Veja algumas sugestões de filmes baseados na obra do bardo inglês:
Hamlet (1948) – dirigido por inglês Laurence Olivier, que também interpreta o príncipe dinamarquês. Oportunidade de assistir a um dos mais talentosos atores shakesperianos.
A Megera Domada (1967) – dirigida por Franco Zefirelli, a comédia tem no elenco Elizabeth Taylor e Richard Burton.
Henrique V (1989) – direção de Keneth Branagh que faz também o papel principal. No elenco estão Derek Jacobi e Simon Shepherd.
A Última Tempestade (1991) – direção de Peter Greenway, tem no elenco John Gielgud, Michael Clarck e Michel Blanc.
Ricardo 3.º (1995) – dirigido por Richard Locraine, com Ian McKellen, Annete Bening e Robert Downey Jr no elenco.
Romeu e Julieta (1996) – direção de Baz Luhrmann, com Leonardo di Caprio, Claire Danes e John Leguizamo.
Hamlet (1996) – dirigido e estrelado por Keneth Branagh, tem no elenco também Kate Winslet, Julie Christie e Jack Lemmon.
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