A princípio, os personagens centrais de “Sex and the City” são a protagonista e narradora Carrie Bradshaw e suas três melhores amigas: Charlotte York, Miranda Hobbes e Samantha Jones. Teoricamente, quase todos os homens são meros coadjuvantes, afinal são descartados bem rapidinho. Teoricamente. Porque no final um dos personagens mais importantes é justamente o solteiro convicto Mr. Big. Afinal, lembrem-se que é atrás dele que a protagonista corre o tempo todo. Além dele, outra figura central é a cidade de Nova Iorque. Mais precisamente a parte mais rica dela, Manhattan, e tudo aquilo que há de mais badalado nessa ilha.

Vamos conhecer um pouco melhor cada um desses personagens:

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Carrie Bradshaw interpretada
por Sarah Jessica Parker
![]() Divulgação As inseparáveis amigas de Carrie: Charlotte York, Samantha Jones e Miranda Hobbes |
Samantha Jones
Loura fatal, quase ninfomaníaca, Samantha Jones passa a maior parte dos episódios atrás de sexo pelo sexo. No entanto, em vários momentos de recaída revela que no fundo está assim como as demais da turma atrás de uma relação tradicional. A atriz Kim Kattrall faz o papel dessa relações públicas que procura sempre estar nas listas “vip” dos principais eventos de Manhattan. Suas roupas revelam sua ousadia e seu estilo “liberal”. Entre suas inúmeras aventuras sexuais, está o relacionamento com outra mulher, a personagem Maria, uma artista plástica brasileira assumidamente lésbica, interpretada por Sônia Braga. A diversidade sexual e de quebra de tabus na série fica concentrada em Samantha que vive as mais diferentes experiências sexuais, desde o sadomasoquismo ao sexo com um vovozinho milionário, mas com um traseiro repugnantemente flácido. Nas últimas temporadas da série, após enfrentar e vencer um câncer na mama, acabou fisgada por um rapaz bonitão/modelo/ator, bem mais jovem. No começo do filme, descobrimos que ela foi morar com ele em Malibu, na Califórnia.
Miranda Hobbes
A mais realista das quatro, Miranda é uma advogada que também constrói uma carreira bem-sucedida. Sua sobriedade e ceticismo em relação aos relacionamentos nos primeiros anos da série era tal que em um dos episódios seu chefe chega a pensar que ela é lésbica. Mas, ela consegue se soltar e ganhar um visual mais feminino. Miranda foi “perseguida” nos primeiros anos pelo atrapalhado Skipper, um personagem meio nerd tão obcecado por ela que chega a ficar sem tomar banho após transar com Miranda para não “perder” o cheiro dela. Depois de algumas idas e vindas, ela parece encontrar no barman Steve Brady sua cara-metade. Apesar das diferenças econômicas enfatizadas nos primeiros encontros e após separações e reencontros, eles acabam tendo um filho. Mais uma vez se separam, mas no final da série na TV se casam e voltam a morar juntos. A independente Miranda também adere a uma tradicional e domesticada vida familiar, morando no Brooklin, um bairro suburbano fora do glamour de Manhattan, cuidando do filho e do marido.
Charlotte York
A mais romântica, ingênua e conservadora das quatro, Charlotte York trabalhava em uma Galeria de Arte. Seu estilo clássico e comedido sempre a levou a ficar chocada com os dilemas e surpresas sexuais que enfrentou e as opiniões das amigas. Entre eles, permitir ou não sexo anal, fazer e receber sexo oral e a autonomia conquistada com um vibrador, conhecido como “The Rabbit”. Desde o começo do seriado estava atrás de um príncipe encantado e claro ele não poderia ser nenhum pobretão. Após casar-se com um médico vindo de uma família tradicional, mas que parecia não funcionar muito bem na cama com ela e ser dominado pela mãe, ela encontrou no advogado judeu que cuidou do seu divórcio o par ideal. Apesar de nada bonitão e de ter hábitos como andar nu o tempo todo pela casa, Charlotte aceita virar judia, casar-se e conviver com os “defeitos” do careca, barrigudinho e desengonçado Harry Goldenblatt. Seu sonho de ter filhos começa a se realizar com a adoção de uma menininha chinesa.
![]() Divulgação Mr. Big com Carrie em seu local de diversão preferido |
Mr. Big
Somente no ultimo episódio na TV, os espectadores descobrem que o verdadeiro nome de Mr. Big é John. Mas este não é o único charme dele. Executivo bem-sucedido, solteiro convicto, mulherengo inveterado, Mr. Big é um “bom vivant” como boa parte dos homens gostaria de ser. É por ele quem a sofisticada, fashion, liberal e independente Carrie Bradshaw se apaixona logo no primeiro episódio da série. Big nunca se apaixonou. Ele chega a se casar com uma linda mulher dez anos mais jovem do que Carrie, mas isso não significa um compromisso muito sério para ele. Relacionamentos com modelos, jazz e os melhores restaurantes parecem ser os verdadeiros compromissos que ele topa assumir. Apesar disso tudo, é ele quem Carrie quer arrastar para o altar. Afinal, Mr. Big a salvou de levar uma vida insuportavelmente chata ao lado do artista plástico russo Aleksandr Petrovsky, ao resgatá-la em Paris no último episódio da série.

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