Dentre os 180 episódios de “Seinfeld” que foram ao ar, dezenas deles viraram verdadeiros “clássicos” da história da televisão. O HowStuffWorks selecionou três que considera exemplos das verdadeiras obras-primas produzidas ao longo das nove temporadas (1989-1998). Conheça um pouco sobre elas:
The Soup Nazi
Saborear as deliciosas sopas vendidas por um excêntrico cozinheiro é nesse episódio um novo programa para Jerry, George, Elaine e Kramer. Por conta das regras rigorosas de comportamento que impõe aos seus clientes, o dono da loja de sopas foi apelidado pelos quatro de “The Soup Nazi”. Elaine, com sua postura sem noção, foi a primeira a sofrer as sanções. Após ficar tamborilando os dedos sobre o balcão e fazer comentários além da conta, ouviu do “Soup Nazi”a frase que entrou para o repertório dos fãs da série: “Sem sopa para você!” (No soup for you). Antes disso, no entanto, no caminho para a loja de sopas, ela havia comprado de um vendedor de rua um armário antigo. Como não conseguia levá-lo para dentro do seu apartamento, deixou Kramer tomando conta da antiguidade na calçada. Mas o armário chamou a atenção de Cedric e Bob, dois gays bravos que afugentam Kramer e levam a antiguidade embora. Enquanto isso, Jerry e Scheila, sua nova namorada, têm usado a carinhosa expressão “schmoopie” para chamarem um ao outro, o que tem irritado George e Elaine. Empolgado com o clima de romantismo entre Jerry e a namorada, George resolve também assumir um compromisso mais sério com Susan, sua noiva. O argumento central do episódio foi inspirado em uma loja de sopas perto do Ed Sullivan Theater em Nova Iorque e no seu excêntrico proprietário.
![]() Reprodução Todas as temporadas de “Seinfeld” foram lançadas em DVD; ainda assim a série continua a ser reprisada com sucesso na TV |
![]() Reprodução Folheto da tour feita em Nova Iorque pelo “real Kramer”, com os principais locais do seriado |
The Contest
Ao flagrar o filho se masturbado, Estelle Costanza toma um tombo e acaba no hospital. Após George contar o fato aos amigos, eles estabelecem uma aposta para ver quem resiste mais tempo em abstinência sexual, o que inclui não se masturbar também. Mas, Kramer descobre que uma bela vizinha do apartamento em frente tem o hábito de andar nua, o que o faz não resistir muito tempo na competição. Enquanto isso, Elaine conhece John F. Kennedy Jr na academia e Jerry tem que lidar com as tentações da vizinha que desfila nua e também de Marla, sua nova namorada que ainda é virgem. Nas visitas à mãe no hospital, George descobre que a paciente que está ao lado de Estelle recebe todos os dias um banho com esponjas de uma bela enfermeira. Durante todo o episódio não é usada nem uma vez a palavra masturbação e o ato é mencionado com uma série de eufemismos.
Ao longo dos anos “Seinfeld” criou um repertório de expressões que passaram a fazer parte do vocabulário de seus fãs. Conheça algumas delas: Não que haja algo de errado com isso (Not that there is anything wrong with that): no episódio “The Outing”,por conta de uma brincadeira George e Jerry são vistos como um casal gay por uma repórter do jornal da Universidade de Columbia. Eles tentam o tempo todo provar a ela que não o são, mas sempre usando a frase “não que haja algo de errado com isso”. O encolhimento (Shrinkage): no episódio “The Hamptons”, George após mergulhar na piscina vai se trocar, mas a namorada de Jerry abre a porta do quarto errado e o pega sem maiô. Constrangido por causa do tamanho do que ela viu tenta de todas as formas explicar que a água fria faz “aquilo” encolher nos homens. Sem sopa para você (No soup for you): no episódio “The Soup Nazi”, primeiro Elaine e depois George, por não seguirem estritamente as regras para pedirem a sopa, ouvem do proprietário a frase “sem sopa para você!”. Você é senhor do seu domínio? (Are you a master of your domain?): no episódio “The Contest”, quando os quatro fazem a aposta para ver quem fica mais tempo em abstinência sexual completa, Jerry pergunta se George é senhor de seu domínio. Yada Yada Yada: no episódio “The Yada Yada”, George começa a namorar uma garota que para resumir as histórias usa em determinada parte da frase o termo “yada yada yada”, uma espécie de substituto do “blá blá blá”. |