Nem só de cozinha internacional vive o paulistano. Todos os Estados marcam presença na cidade, seja em restaurantes típicos, seja em pratos de um cardápio maior. As delícias regionais vieram com os migrantes, que além do sonho do enriquecimento, trouxeram na mala receitas típicas de sua terra natal, ricas em influências de índios e escravos africanos, portugueses, italianos, japoneses e alemães.
![]() Reprodução/Mocotó Restaurante e Cachaçaria Escondidinho, do Mocotó |
Do centro-oeste veio o arroz de pequi, a pamonha salgada, com queijo, pimenta ou lingüiça, e o empadão goiano. Do sul, o churrasco de rodízio, o arroz de carreteiro, o barreado e o caldo de camarão. Dos outros Estados do sudeste vieram as receitas mineiras com carne de porco, como o arroz de suã e a canjiquinha com costelinhas, os petiscos de botecos cariocas, como o picadinho de carne, as receitas capixabas com peixes e frutos do mar, como a moqueca de peixe que não leva dendê.
Há na cidade uma profusão de restaurantes de comida tipicamente brasileira (Brasil a Gosto e Capim Santo, no Jardim Paulista, e Bolinha, no Jardim Europa), mineira (Dona Lucinha, em Moema, Consulado Mineiro, em Pinheiros), capixaba (Espírito Capixaba, em Pinheiros), baiana (Bargaço, em Cerqueira César, e Galinhada do Bahia, no Canindé), nordestina (Andrade, em Pinheiros, Zé Leite, na zona leste, Recanto Nordestino, no Jaguaré), paraense (Carimbó, Jardins), gaúcha (Fogo de Chão, no Brooklin).