Quem, como e por quê

Uma variedade de pessoas, homens e mulheres, gosta de jogar RPG. "Muitos deles são pessoas muito imaginativas", diz Zolkosky. "A maioria deles possui um gosto pela ficção, é muito inteligente e normalmente é um pouco diferente socialmente em algum aspecto. As diferenças sociais normalmente aproximam os jogadores e as pessoas. 

Alt tag text goes here
Imagem cedida por Jennie Breeden/Geebas on Parade
A maioria dos jogos acontece em locações externas

Assim como há diferentes tipos de jogos, há diferentes tipos de jogadores. As pessoas gostam de diferentes tipos ou aspectos do jogo dependendo de seus interesses e temperamentos. Zolkosky explica:

Algumas pessoas gostam de jogar como um esporte. A maioria das pessoas que são atraídas para o RPG são muito imaginativas e já criaram histórias e coisas em sua mente ou já escreveram histórias. Eu acredito que elas são atraídas a ele porque existe uma chance de trabalhar com outras pessoas na criação de algo assim. Eu acho que o jogo realiza a fantasia de algumas pessoas. A fantasia de viver em um universo de linhas simples, tudo preto no branco, ou apenas de ser uma figura heróica. Eu odeio dizer a fantasia de ser um outro alguém, isso soa muito batido. Mas eu acho que para muitas pessoas é um tipo de fantasia ou escape. Viver em um mundo diferente, sendo uma outra pessoa. Muitas pessoas são atraídas ao jogo porque gostam muito da literatura na qual se baseia a maioria dos jogos. Eles gostam de fantasia, ficção científica. Eles querem representar isso.

Uma variedade de jogadores com fantasias
Imagem cedida por Jennie Breeden/Geebas on Parade
Os RPGs incluem personagen dos tipos mais variados

Mas, mesmo que os jogadores tenham alguns traços em comum, eles podem ter diferentes razões para jogar. O ensaio de Petter Bockman "The Three Way Model", de "As Larp Grows UP: Theory and Mehods in Larp", descreve esses tipos de pessoas como o dramaturgo, o jogador e o imersionista.

  • Dramaturgos gostam da história ou enredo dentro do jogo. Para um dramaturgo a narrativa é a parte mais importante de um RPG.
  • Jogadores gostam de juntar detalhes, desvendar mistérios ou participar de batalhas.
  • Imersionistas gostam de se transformar em suas personagens. A experiência de representar um papel é central para que um imersionista desfrute do jogo.
A maioria dos jogadores é uma mistura desses três tipos. "Jogadores diferentes gostam de coisas diferentes", diz Zolkosky. "Existem pessoas que querem apenas lutar o final de semana todo e vencer várias batalhas. Isso é legal também. Boa parte disso tem a ver com o seu estilo, daquilo que está procurando em um jogo".

Esses tipos também se aplicam a pessoas que criam e dirigem os RPGs. Dramaturgos gostam de escrever as histórias, jogadores gostam de cuidar dos detalhes e desenvolver os quebra-cabeças e os imersionistas gostam de criar um mundo envolvente e completamente real. Além de criar um universo e dirigir as sessões, a equipe tem que encontrar locações para os jogos, gerenciar licenças e seguros quando aplicáveis e publicar o jogo, entre outras tarefas administrativas.

Crianças do live action
Imagem cedida por Jennie Breeden/Geebas on Parade
Alguns RPGs permitem que crianças participem. No entanto, eles exigem uma autorização assinada
pelos pais.

Por essas razões, criar e dirigir um jogo é um trabalho de grupo e não de apenas uma pessoa. Zolkosky explica:

Ninguém consegue dirigir um RPG sozinho. É necessário uma equipe de pessoas boas, talentosas e sólidas com quem você possa contar. A confiança é crucial neste caso, provavelmente tão crucial quanto o talento. Mas você precisa de uma equipe de pessoas que compartilhem da sua visão. Depois disso, exige-se muita confiança nas pessoas à sua volta. Isso leva uma certa quantidade de esforços de logística. Você tem que ser capaz de conseguir boas locações para executar seu jogo, negocie com as pessoas de quem você está alugando. Organize seu orçamento para que tenha fantasias e um suporte decentes.

Então, quando o jogo sai do papel, a equipe tem que estar preparada para o pior possível. "O número de coisas que podem dar errado é insano", diz Zolkosky. "É por isso que parte da habilidade em fazer isso é ser capaz de lidar com os problemas se algo de errado acontecer".

Confira os links da próxima página para saber mais sobre live action, jogos específicos e tópicos relacionados.

A história do RPG
É difícil apontar exatamente quando o RPG teve início. Contudo, a maioria cita duas datas: 1966, com a criação da Society for Creative Anachronism; e 1974, com a publicação do primeiro livro de regras de Dungeons & Dragons. A maioria concorda que o jogo cresceu de um amor por livros e filmes de fantasia e ficção científica.