Em 2000, nos EUA, a rede de TV CBS decidiu produzir um novo reality show chamado "Survivor". A decisão talvez tenha sido influenciada pela iminência de outra greve de roteristas, pelo sucesso de programas semelhantes na Europa ou pelo custo crescente de produção das sitcoms e dramas - e talvez por uma combinação de todos esses fatores. Não importa o motivo, a decisão se provou uma das mais lucrativas na história recente da televisão. O conceito de "Survivor" havia sido desenvolvido pelo produtor britânico Charlie Parsons quase uma década antes, mas foi Mark Burnett que o levou à televisão norte-americana. Ele já havia tentando vender a idéia a diversas redes (mesmo a CBS), sem sucesso, antes que a rede decidisse produzir o programa.
"Survivor" reúne um grupo de 16 a 20 pessoas (mais o anfitrião Jeff Probst, equipes de câmera e pessoal de apoio) em uma ilha distante e desprovida de comida ou suprimentos suficientes. Os participantes são divididos em "tribos", ao chegar, e o programa gira em torno de uma competição criada por uma série de desafios. Os participantes votam pela eliminação de uma pessoa a cada semana até que só restem dois deles; o vencedor leva US$ 1 milhão.
![]() Bill Inoshita/CBS Photo Archive via Getty Images Participantes se preparam para um desafio em "Survivor: Ilhas Cook", em 2006 |
Burnett é considerado por muitos como o criador da revolução dos reality shows na televisão, mas ele continua a se referir a "Survivor" como um "drama não roteirizado", e não necessariamente um reality show. A primeira temporada foi ao ar no verão de 2000, e teve uma das maiores audiências na história da CBS. Outras redes perceberam a tendência e logo todos os canais passaram a oferecer reality shows.
Alguns dos programas que seguiram o caminho aberto pelo sucesso de "Survivor" são "Big Brother", "The Mole", "The Amazing Race" e "The Bachelor". Mas até que ponto eles são de fato "reais"? Tentaremos resolver essa questão na próxima página.
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