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O Pandora entrega uma corrente de 128-Kbps de música e só funciona numa conexão de banda larga. As licenças de suas músicas vêm das diretrizes do DMCA (Digital Millennium Copyright Act, de 1998) sobre correntes de rádio na internet e do gerenciamento dos direitos digitais. O esquema DRM é notável de várias formas. Primeiro, o Pandora nunca irá tocar uma música que esteja sendo pedida. Se você adicionar uma música numa estação, ela irá aparecer eventualmente, mas apenas de forma aleatória. Você também só pode pular 10 músicas em uma hora. Não é possível pular para a música que está procurando. A licença também limita a quantidade de vezes que o Pandora pode tocar uma certa música ou artista durante um certo período e, por isso, ele armazena uma lista das músicas tocadas na sua estação no armazenamento local em Flash do seu computador para saber o que já foi tocado. Ele também armazena seus dados de usuários para poder reconhecê-lo ao acessar o site Pandora.com.
Provavelmente a coisa mais interessante dos bastidores tenha a ver com o Projeto de Genética Musical do Pandora. A menos que você seja graduado em teoria da música, a maioria dos termos de análise do genoma estão fora do mundo comum, mas é interessante dar uma olhada em alguns parâmetros usados para determinar quais músicas correspondem à sua música ou artista de origem.
O Genoma Musical não é um grupo de características único e homogêneo. Diferentes tipos de músicas exigem diferentes subgrupos de genes. Há quatro grupos básicos no Genoma: pop, jazz, rap/hip-hop/eletrônica e mundial. De acordo com o criador do Projeto de Genética Musical, Tim Westergren, em uma entrevista para a Tiny Mix Tapes:
Veja o que aconteceu nos bastidores ao criarmos a estação de rádio Ben Folds: o Pandora localizou uma música dele e fez a análise do seu genoma. Em seguida, executou um algoritmo, que comparou todas as músicas da base de dados do Genoma daquela música para definir músicas com características semelhantes. Os algoritmos procuram combinações em 400 parâmetros. Veja algumas das características e conceitos para os quais ele olha (definições extraídas do Virginia Tech Multimedia Music Dictionary (em inglês):
Há, obviamente, preocupações sobre o Projeto de Genética Musical no mundo musical, primeiro porque uma vez que o Genoma é uma propriedade, não existe a possibilidade de uma revisão independente. Pelo que sabemos, os "especialistas" da Pandora Media não sabem a diferença entre sincopação e improviso. Além disso, de forma muito mais ampla, o Projeto de Genética Musical supõe que as características das músicas podem ser analisadas de modo objetivo, que a opinião do ouvinte pode ser deixada de lado. Alguns especialistas duvidam que a música possa ser quantificada dessa forma.
No que diz respeito ao player, surge uma dúvida quando você cria uma estação usando os Beatles como a origem. Alguns artistas têm uma coleção tão variada de estilos que há infinitas formas do algoritmo do Genoma determinar combinações. Em casos assim, o Pandora pode exibir músicas de que você não gosta. Por exemplo, se você gosta dos últimos trabalhos dos Beatles como "Across the Universe" ou "I am the Walrus", provavelmente irá se decepcionar se o Pandora exibir uma música que seja semelhante à "I Want to Hold Your Hand". Por esse motivo, normalmente é melhor usar uma música em vez do artista como a origem.
Com todos os seus atrativos e novas abordagens de personalização de rádio, a tendência é de deslumbrar as pessoas quando elas descobrirem o Pandora, apesar disso não pagar as contas. O Pandora terá de ganhar dinheiro se quiser sobreviver. Na seção a seguir, vamos descobrir quais os planos do Pandora para transformar o Projeto de Genética Musical em mercadoria comercial.