Alguns dos principais criadores e criaturas que fizeram o sucesso das HQs

Apresentamos a seguir uma seleção com alguns dos principais nomes dos quadrinhos desde o início do século 20:

Alan Moore – integrante da geração de autores que despontou nos anos 80, ele conseguiu criar um universo fantástico recheado de personagens e histórias com heróis bem humanos envolvidos em atmosferas sombrias e caóticas. Entre suas principais criações estão a série “Watchmen”, o personagem John Constantine e as graphic novelsV de Vingança” e “A Liga Extraordinária”.

Alex Raymond – criador de alguns dos maiores clássicos da primeira era de ouro dos quadrinhos nos anos 30, como “Flash Gordon” e “Jim das Selvas”, o nova-iorquino Raymond foi uma espécie de Júlio Verne das historinhas, graças a sua criatividade visionária e aos seus desenhos futuristas.

Bill Watterson – entre 1985 e 1995, ele produziu as historinhas de "Calvin & Haroldo", que mostram a rotina de um garotinho e seu tigre de pelúcia, envolvidos com a família, a escola e as brincadeiras. O que tinha tudo para ser um tema banal transformou-se em um fenômeno graças à capacidade de Watterson de fazer de Calvin um garoto com imaginação e sarcasmo surpreendentes.

Batman gibis
Imagens cedidas pela DC Comics
Batman, criado por Bob Kane, em 1939, teve sua versão feita também por Alan Moore em "A Piada Mortal", lançada em 1988

Bob Kane – ele criou o Batman (1939), o Homem-Morcego, logo após o surgimento do Super-Homem. Também como o Homem de Aço, Batman tinha uma dupla identidade – era o milionário Bruce Wayne antes de se transformar no vingador noturno – e uma metrópole para proteger: Gotham City.

Charles Schulz – ele se tornou um dos autores mais bem remunerados das histórias em quadrinhos graças à criação da turma do "Minduim” (Peanuts), liderada pelo garoto Charlie Brown e seu cachorrinho Snoopy. O melancólico, derrotado e preocupado Charlie Brown tem como companheiro em suas desventuras na vizinhança e na escola o filosófico e extrovertido beagle Snoopy.

Frank Miller – ele revolucionou os quadrinhos ao lançar em 1986 a mini-série “O Cavaleiro das Trevas”, uma releitura que deu a Batman uma personalidade complexa, cheia de conflitos psicológicos e traumas, vivendo em uma Gotham City soturna. Miller criou também outras graphic novels cultuadas como “Sin City”, “Elektra” e “Os 300 de Esparta”.

Elektra
Cortesia da © Marvel Comics. Todos os direitos reservados.
A ninja e sensual Elektra Assassina foi criada por Frank Miller no começo dos anos 80

 

Hal Foster – as aventuras no universo dos quadrinhos começaram quando Hal Foster transformou o romance “Tarzan” de Edgar Rice Burroughs em histórias em quadrinhos em 1929. Mas ele faria mais ao criar também as aventuras espaciais de “Buck Rogers” e a saga histórica do “Príncipe Valente”.

Hergé – o belga Georges Remi, que usava o pseudônimo Hergé, criou Tintin em 1929, um herói ao estilo escoteiro que se aventurou mundo afora. Começou com missões anticomunistas e colonialistas, sempre acompanhado do seu fox terrier Milou, e avançou por outras partes do planeta numa tentativa de retratar, a partir da visão européia de seu criador, as realidades culturais locais.

Jerry Siegel e Joe Shuster – a dupla criou o Super-Homem em 1938. O sucesso do repórter Clark Kent - que veio bebê do planeta Kripton para a Terra, foi adotado por um casal sem filhos e cresceu descobrindo seus poderes especiais para salvar Metrópolis - inaugurou a era dos super-heróis nos quadrinhos. O Super-Homem virou um mito moderno. Seu sucesso e dos outros supers, que vieram a seguir, revelaram que para o homem comum encarar as frustrações e as dificuldades da vida contemporânea somente é possível com super poderes, tais como correr mais rápido do que um trem, parar uma bala na mão e ter visão de raio X.

Maurício de Souza – o mais importante autor de quadrinhos no Brasil começou a criar nos anos 60 os personagens e as historinhas da “Turma da Mônica”, que têm como principais protagonistas uma menina baixinha, dentuça e forte o suficiente para bater em todos da rua, um menino troca letras, o Cebolinha, e um que não gosta de tomar banhos, o Cascão.

Neil Gaiman – um dos principais protagonistas da revolução nos quadrinhos nos anos 80 apresentou um mundo onírico e fantástico a partir da releitura de “Sandman”, um antigo conto infantil criado por Hans Christian Andersen. A imaginação e o talento de Gaiman, que vai dos quadrinhos ao cinema, passando pela literatura, o transformaram num dos ícones da chamada alta cultura pop.

Quino – esse argentino criador das historinhas da garotinha “Mafalda” é junto com Maurício de Souza um dos expoentes dos quadrinhos latino-americanos. “Mafalda” é uma tagarela crítica que surge nos anos 60 para comentar de forma ácida o mundo a sua volta.

Robert Crumb – “papa” dos quadrinhos undergrounds, carregados de críticas sociais e comportamentais principalmente à sociedade americana dos anos 60 e 70. Entre suas criações mais conhecidas está “Fritz, the cat”, um gato drogado, lascivo e anarquista, que se tornou um ícone da juventude envolvida em protestar contra a sociedade de consumo, a guerra do Vietnã e pelas liberdades sexuais.

Quarteto Fantástico
Divulgação - TM and © 2007 Twentieth Century Fox. Todos os direitos reservados.
Personagens e historinhas criadas por Stan Lee, como "Quarteto Fantástico", "X-Men" e "Homem Aranha", viraram sucessos no cinema



Stan Lee – criador de uma legião de super-heróis a partir dos anos 60 que na maioria das vezes são seres comuns que sofreram algum tipo de mutação, como Homem Aranha, Homem de Ferro, X-Men, Quarteto Fantástico, Demolidor, Hulk e o Surfista Prateado.

Walt Disney – mais do que um criador de historinhas e personagens, Disney foi um empreendedor visionário e muito bem sucedido ao reunir desenhistas e autores capazes de gerarem criaturas inesquecíveis, como Mickey Mouse, Tio Patinhas, Pato Donald e Pateta. A partir deles criou um império que começou com os filmes de animação, passou para os quadrinhos e expandiu-se para parques de diversões, resorts, souvenires e produtora de cinema.

Will Eisner capa
Reprodução de capa da publicação "New York - A Grande Cidade" - © 1978 Will Eisner

Will Eisner – um dos maiores gênios de todos os tempos na arte dos quadrinhos criou The Spirit, um detetive inspirado na literatura policial e no cinema noir dos anos 40, sem poderes especiais e que mudou a forma de fazer quadrinhos. Algumas de suas mais importantes obras feitas a partir dos anos 70 retratam o dia-a-dia dos tipos nova-iorquinos, como “Um contrato com Deus”, “O Edifício”, “Avenida Dropsie” e “Pequenos Milagres”.

Winsor McCay – alguns dos originais de “Little Nemo in Slumberland”, publicados a partir de 1905, fazem parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Não há reconhecimento melhor para os quadrinhos inovadores criados por McCay, que narram os sonhos surreais de um garotinho (Little Nemo) que se aventura pelo mundo onírico de Slumberland.