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![]() Reprodução Os Ramones fizeram rock básicos e divertidos em canções de dois minutos que influenciaram toda uma geração do punk-rock |
O novo documentário "Burning Down the House: The Story of CBGB", da diretora Mandy Stein, revive a paixão suscitada pelo clube, considerado a meca do punk em Nova York. ![]() |
Antes dos anos 70, a palavra inglesa “punk” era usada para definir alguém que era um marginal, uma pessoa ou coisa sem valor, um ser inferior, desagradável. Usava-se o termo também para se referir a jovens homossexuais masculinos e a prostitutas. Em 1976, para cobrir a efervescência da cena musical underground de Nova Iorque, onde estava nascendo essa nova sonoridade do rock, o cartunista John Holmstrom e o jornalista Legs McNeil lançaram um fanzine chamado "Punk Magazine". O nome punk veio à mente de McNeil para definir o que ele próprio sentia ser naquele momento. Freqüentador dos clubes undergrounds nova-iorquinos como o Max’s e o CBGB, fã da nova sonoridade e performances furiosas dos Ramones e companhia, McNeil inspirou-se nas frases ditas por Kojak e Columbo nos seriados televisivos dos anos 70 quando capturavam um delinqüente: “Hey, punk”. Coincidência ou não, e apesar do termo já ter aparecido anteriormente para se referir a alguns grupos de rock de garagem, foi a partir da cobertura feita pela "Punk Magazine" da cena independente e underground americana e britânica que o termo punk ganhou seu mais importante significado. Ele passou a designar o movimento jovem da segunda metade dos anos 70 caracterizado por um rock barulhento, furioso e com letras agressivas, cujos artistas e apreciadores caracterizaram-se pelo visual e atitudes chocantes e anárquicas. |