Introdução

Um pula-pula
Imagem cedida por SBI Enterprises, Inc./FLYBAR
Quando comparado a brinquedos como patins in-line, scooters e skates elétricos, o pula-pula de mola parece antiquado. Mas graças a uma revisão de design completa, que inclui a substituição das já provadas molas de rolo de aço por elásticos, o pula-pula de mola entrou oficialmente no século 21. Ele até ganhou um nome mais novo mais alegre: Flybar.

O que mais o torna diferente de um pula-pula de mola tradicional? Como as pessoas podem pular tão alto com o Flybar? Ele é seguro? Por que os entusiastas em esportes radicais estão vibrando com isso? Nós vamos responder essas perguntas e muitas outras, examinando a nova guinada de um brinquedo tradicional.

À primeira vista, o Flybar parece completamente diferente de um pula-pula de mola. Sua cobertura de alumínio reveste a parte interna e lhe dá um visual futurista. A diferença se dá também na execução. O Flybar não faz saltar apenas alguns metros do chão: ele alcança alturas espetaculares.

Considerando o potencial de altura assombroso do Flybar, você poderia pensar que há um pouco de ciência revolucionária nisso. No entanto, o Flybar usa o mesmo princípio científico que um pula-pula de mola tradicional: elasticidade, ou a capacidade de um material voltar à sua forma original, depois de sofrer mudanças em sua forma. Tecnicamente, qualquer sólido pode ter comportamento elástico, mas alguns materiais são muito mais elásticos do que outros. Os objetos frágeis, como os feitos de plástico, só são ligeiramente elásticos. Quando eles atingem o seu limite elástico, eles quebram. Suas limitações elásticas os tornam frágeis.

Contudo, as molas e os elásticos são altamente flexíveis, o que significa que a forma pode ser alterada um bocado antes que eles cheguem ao seu limite elástico. Como eles se estendem, eles podem guardar energia que pode ser usada no futuro. Este tipo de energia guardada é a energia potencial elástica. Ao se liberar, a energia potencial elástica é convertida em energia cinética, ou energia do movimento. Os pula-pulas de mola tiram proveito deste processo de conversão de energia. Ao pular com o pula-pula de mola, o peso da pessoa e a força vinda de suas pernas são guardadas como energia potencial no material elástico (mola ou elástico). Quando o material elástico recua, toda a energia guardada é transferida de volta para a pessoa, que usa o impulso para saltar mais alto.

Cordas x molas
Tanto os pula-pulas de mola tradicionais quanto os Flybars são capazes de guardar grande quantidade de energia potencial, mas eles não o fazem da mesma maneira. O pula-pula de mola usa uma mola de aço, enquanto o Flybar usa cordas elásticas, que são tiras de borrachas gigantescas, chamadas de impulsores. As molas e as cordas elásticas diferenciam-se em um ponto essencial: as molas podem ser compactadas bem como esticadas, mas os elásticos só podem ser esticados.

O gráfico mostra a diferença entre o comportamento das molas e dos elásticos

Quais são as implicações desta diferença para um pula-pula de mola? Quando uma pessoa salta em um pula-pula de mola tradicional, o seu peso e a força das suas pernas comprimem uma mola de aço fornecendo energia. Quando a pessoa puxa para cima, ou deixa de aplicar a força aos pinos de pé, a mola recua, fornecendo impulso para ajudar a saltar mais alto.

Quando uma pessoa salta com um Flybar, ela também usa o seu peso e a força das suas pernas para fornecer a energia necessária para saltar. Em vez de comprimir uma mola, ela estende (alonga) um pacote de impulsores. Ao esticarem, os impulsores criam a tensão e fornecem a energia. Quando ela puxa para cima, os impulsores voltam ao seu comprimento natural, lançando a tensão e propelindo a pessoa no ar. As cordas elásticas, no Flybar, funcionam como uma cama elástica, com cada cadeia capaz de gerar até 50 quilos de impulso.

A seguir, veremos o Flybar por dentro e por fora.

História do pula-pula de mola
Embora o pula-pula de mola original tenha aparecido no final de 1820, um desenho prático do brinquedo não existia até 1919. George B. Hansburg, um desenhista de brinquedo de Illinois, respondeu a um pedido de Gimbel Bros, loja de departamento, para melhorar um pula-pula de madeira que tinha sido importado da Alemanha. O Hansburg substituiu a madeira com o metal, cercou a mola e solicitou uma patente. Depois, ele começou a produzir o próprio brinquedo em uma fábrica, em Elmhurst, Nova York. Ele nomeou sua companhia de SBI Enterprises e continuou produzindo pula-pulas de mola até vender a SBI, em 1967, para Irwin Arginsky.

Arginsky manteve o nome SBI e o mesmo desenho básico do pula-pula de mola, mas relocou a fábrica para Ellenville, Nova York. A SBI ainda produz pula-pulas de mola tradicionais, ao lado da mais nova adesão à família pula-pula: o Flybar 1200. O Flybar não foi uma inovação feita pela empresa. Bruce Middleton, um físico treinado em MIT e inventor, abordou Arginsky em 2000, com uma idéia de um design melhorado para o pula-pula de mola. Middleton propôs que eles substituíssem a mola de aço com um sistema patenteado de elementos de mola de borracha. Imediatamente, Arginsky viu o potencial e começou a trabalhar com Middleton para desenvolver o primeiro protótipo.

Logo depois, Andy Macdonald, oito vezes campeão mundial de skate e fã de pula-pula de mola há muito tempo, juntou-se à equipe de projeto. Depois de quatro anos de pesquisa e desenvolvimento, a SBI Enterprises, com a ajuda de Middleton e Macdonald, chegou ao design de Flybar 1200 e começou a vender o produto em setembro de 2004.