Pós-Produção

Assim que o piloto estiver gravado e editado, ele é enviado aos executivos da rede para revisão, e quaisquer cortes ou alterações finais são realizados. Depois, a rede precisa decidir que programas exibirá, que programas vão ter continuidade para possível uso futuro e que programas não vão ter vez. A porcentagem de programas aceitos a cada ano para a temporada de estréias, que acontece em outubro, varia de rede para rede. Recentemente, um artigo no jornal especializado Variety apontava que durante a temporada de desenvolvimento "uma rede de TV aberta compra 25 roteiros de comédia, filma 12 deles como pilotos e escolhe dois para produção de séries". O mesmo artigo afirmava que uma rede de TV a cabo "desenvolve três roteiros de sitcom, grava dois pilotos e escolhe o melhor deles para produção". Com base nesse cenário, as porcentagens são mais favoráveis em uma rede de TV a cabo, desde que seu roteiro seja um dos três aceitos para desenvolvimento.

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Gabe Palacio/Getty Images
Antigos membros do elenco de "Cheers" nos upfronts do Nick at Nite, em 2001

E com isso se encerra a temporada de pilotos. O último evento no calendário dos pilotos são os cruciais upfronts. Esse é o nome pelo qual são conhecidas as apresentações, realizadas em Nova York, nas quais as redes promovem e divulgam os programas de suas novas temporadas. O nome deriva da prática de anunciantes adquirirem tempo publicitário "up front", ou seja, antecipadamente, com base em suas percepções quanto ao sucesso da linha de estréias de cada emissora para o ano.

Indo ao Ar
Agora que chegamos à temporada de estréias das redes, isso quer dizer que o programa foi selecionado para produção, e deve ser exibido em uma primeira seqüência de 13 episódios. Uma temporada completa é composta por 22 episódios. Nos primeiros dias da televisão, uma temporada completa tinha pelo menos 42 episódios. No caso de programas de uma hora, os episódios tinham 50 minutos, com 10 minutos de publicidade. Hoje, os episódios reservados a blocos de uma hora têm duração de 44 minutos.

O sucesso de um novo programa depende de várias coisas - o dia e horário selecionados para sua exibição, os resultados publicitários, os comentários dos telespectadores, resenhas de críticos -, mas o que define a permanência de um programa é seu desempenho nos índices Nielsen. É possível encontrar uma lista completa de índices de audiência semanais na revista "Hollywood Reporter", ou procurar no site nielsenmedia.com uma lista dos dez programas de maior sucesso no momento. Caso os índices Nielsen sejam bons, a temporada pode ser estendida, ou uma segunda temporada contratada. Caso eles sejam desfavoráveis, as redes costumam tirar o programa do ar e substitui-lo por outra série na metade da temporada.

Todas as redes esperam que seus programas se tornem sucessos e permaneçam no ar por múltiplas temporadas. Qualquer programa de TV que se mantenha no ar por 100 episódios é elegível para o procedimento conhecido como syndication (distribuição). O sistema dispõe que qualquer programa que chegue a esse estágio pode ter seus direitos de transmissão vendidos a outra rede ou, em certos casos, retomados pela rede original, permitindo que episódios da série sejam exibidos fora de seu horário regular.

Uma maneira de chegar lá é apresentar bom desempenho na chamada sweeps week, uma semana em maio na qual todos os episódios são inéditos, com reviravoltas nas tramas, novidades e grandes surpresas cujo objetivo é elevar a audiência.

Caso um programa fracasse, isso não significa que seja o fim, por assim dizer. Na maioria dos casos, o roteirista ou criador da série voltará ao plano B e recomeçará o processo. Um bom exemplo disso é o cineasta Barry Sonnenfeld: quatro de suas séries foram canceladas de 1998 para cá: "Fantasy Island" (não, não aquela), "Maximum Bob", "Secret Agent Man" e "The Tick". Mas ele conseguiu dar a volta por cima com "Pushing Daisies", um dos programas mais comentados na temporada de estréias de 2007.

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