Sistemas Pro Tools

O Pro Tools é mais que um software, pois trabalha em cooperação com uma ampla variedade de componentes internos e externos de hardware para criar o mais poderoso e versátil sistema de gravação (em inglês), edição e mixagem (em inglês) do mundo.

O software Pro Tools é o mesmo para todos os sistemas Pro Tools, quer você use o mais básico dos sistemas domésticos de gravação ou o mais elaborado pacote profissional. O software Pro Tools permite que um músico grave com microfones, instrumentos analógicos ou controladores de MIDI (em inglês); edite as faixas usando controles intuitivos de edição; acrescente efeitos com milhares de plug-ins para Pro Tools (em inglês) fornecidos por terceiros; mixe as canções com mesas de mixagem virtuais integradas; e exporte o resultado para CDs ou qualquer tipo de arquivo digital.

pro tools hardware
Imagem cortesia da Digidesign
Até mesmo o sistema Pro Tools mais básico permite que os usuários gravem até 18 trilhas

A potência e a capacidade de expansão do Pro Tools dependem do poder de processamento do sistema como um todo. Por exemplo, o mais básico dos sistemas permite que 18 trilhas de som sejam gravadas simultaneamente. Isso equivale a gravar uma banda de 18 instrumentos na qual cada instrumento teria microfone e canal próprio no software Pro Tools. Os mais avançados sistemas Pro Tools HD gravam em até 192 canais simultâneos.

No Pro Tools, a conversão e o processamento digital do som são executados por diversos tipos de hardware. O primeiro é a chamada interface de áudio, que é como uma placa de som externa. Sua tarefa principal é converter sinais analógicos de áudio a sinais digitais que seu computador seja capaz de compreender.

Na parte de trás da interface de áudio, o usuário encontra entradas para microfones, guitarras elétricas, controladores de MIDI (em inglês), etc. Na frente existem controles simples para ajuste dos níveis de entrada e saída de qualquer coisa que esteja conectada à caixa. A menor das interfaces de áudio do Pro Tools é pouco mais que um cartão de memória flash e oferece apenas uma entrada analógica, enquanto as maiores são caixas montadas em racks com oito entradas e saídas analógicas, quatro pré-amplificadores para microfones, saídas para monitores de estúdio e conectores de MIDI.

Os sistemas mais complexos, da linha Pro Tools HD, vêm com cartões PCI internos que reforçam o poder de processamento de sua máquina. Pode-se construir sistemas com um, dois ou três cartões de aceleração, que tornarão mais rápido o software Pro Tools quando ele tiver de aplicar efeitos a dezenas de trilhas simultaneamente. Os estúdios de gravação (em inglês) profissionais normalmente investem em uma ou mais unidades externas de expansão de hardware que vêm equipadas com seis cartões de aceleração.

O componente final do sistema Pro Tools é a chamada superfície de controle, que se parece bastante com as grandes mesas de gravação em um estúdio de gravações analógico tradicional. Elas representam ferramentas práticas para o acesso a todas as funções do software Pro Tools (pense nelas como joysticks gigantes). Muitos engenheiros aprenderam seu trabalho nas mesas analógicas e gostam da sensação e da acessibilidade de todos os botões e alavancas de controle.

No caso do Pro Tools, tudo pode ser controlado com o mouse e com o teclado, mas as superfícies de controle deixam todos os controles ao alcance das mãos. A Digidesign vende superfícies de controle com apenas oito canais ou modelos de US$ 10 mil que oferecem controles completos sobre até 24 canais.

Quais são as vantagens e desvantagens do Pro Tools? Descubra na próxima seção.