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| Pop Arte |
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![]() Reprodução Livro sobre Andy Warhol traz reprodução de sua famosa obra sobre a lata de sopa Campbell's |
Mas nem todos a viam assim. Muitos críticos a acusavam de conformista, burguesa, arte da publicidade que procura nos inserir num mundo consumista, banal e vulgar. A Pop Arte surgiu num momento em que outros fenômenos culturais de massa ganhavam terreno, como a televisão, o cinema holywoodiano, o rock e a música jovem, as histórias em quadrinhos e as ilustradas e coloridas revistas populares. No campo econômico e comportamental instalava-se uma atitude consumista, impulsionada pela impressionante prosperidade econômica dos Estados Unidos no período.
![]() Reprodução Roy Lichtenstein levou a estética e a técnica das HQs para suas obras |
Considerado o mais importante e conhecido artista da Pop Arte, Andy Warhol tinha um ateliê em Nova York que se chamava Fábrica, uma “linha de montagem de obras de arte”, e considerava fabuloso o fato de na sociedade de massa consumidores ricos e pobres, famosos e anônimos, consumirem as mesmas coisas. Ele destacava que na nossa sociedade assistir à televisão e beber uma Coca-Cola são atitudes comuns ao presidente da República, a uma estrela de cinema e a um trabalhador qualquer. Warhol aplicou essa mesma forma de pensar na sua arte. Motivos banais, métodos de produção estandardizados e semi-mecânicos (mistura de pintura, serigrafia, estampagem, partes feitas manualmente, partes industrialmente) resultaram nas mais famosas obras da Pop Arte, como seus quadros que reproduziram as sopas enlatadas Campbell’s ou os que imortalizam o retrato de Marilyn Monroe. Com Warhol, a magia da uniformidade e da perda da aura chegou à arte. Outro importante nome da Pop Arte é o artista Roy Lichtenstein, considerado o “pai fundador” do movimento. A adaptação do tema impresso das histórias em quadrinhos para as telas fez Lichtenstein, um ex-recém convertido expressionista abstrato, encontrar seu território artístico no começo dos anos 60. Sua intenção era que suas imagens parecessem, tanto quanto possível, feitas por uma máquina. Os trabalhos de Lichtenstein não traziam uma crítica à cultura consumista, mas eles faziam uma paródia dela. O artista foi um dos primeiros a reconhecer a elevada qualidade de parte da arte comercial, apesar de não ser um apoiador dela. Entre seus trabalhos mais famosos estão suas pinturas sobre guerra como “Quando abri fogo” (1964) e “Whaam” (1963). |