Introdução sobre a poesia


poesia

Falar de poesia é brincar com fogo. Fogo que se mantém aceso desde os rituais pagãos da Grécia antiga, quando os homens se reuniam para aproximar-se dos deuses por meio da linguagem poética, até os nossos “rituais” cibernéticos contemporâneos, nas milhares de comunidades e blogs sobre poesia que se multiplicam pelo universo virtual. Entretanto, ao mesmo tempo em que as chamas da poesia iluminam todas as épocas da história da humanidade, elas também parecem manter viva a capacidade de transformar em cinzas muitos dos sonhos dos poetas e dos amantes da poesia.

Poesia
©iStockphoto.com fotomontagem ©2008 HowStuffWorks/Geisa Souza

Quem trabalha para dar à poesia um lugar de destaque no cenário cultural atual – isto é, fazer com que ela seja escrita, publicada e lida por pessoas de todas as condições sociais e econômicas – enfrenta grandes resistências, tanto do mercado editorial, quanto dos próprios leitores, que muitas vezes preferem leituras ditas mais “úteis”. Não por acaso, a maioria das editoras prefere investir em gêneros de maior aceitação no mercado, como os manuais de auto-ajuda e as biografias.

Fernando Pessoa
Reprodução
Fernando Pessoa, um dos mais importantes poetas de todos os tempos

­Mas, se é tão difícil publicar e “vender” poesia, porque a chama não se apaga de vez? Por que as pessoas continuam descobrindo e redescobrindo novos e velhos poetas, todos os dias; escrevendo e lendo poesia, publicadas ou não; estudando a escrita poética em universidades, no mundo todo? Essas questões, mais do que provocar respostas, nos levam a reconhecer na poesia um elemento primordial, algo que sempre fez parte da nossa constituição como seres humanos, que é inerente às nossas emoções e à forma como buscamos transformar tudo o que vemos em linguagem, em imagens poéticas. É reconfortante pensar que, enquanto existirmos como humanos, o fogo da poesia continuará ardendo.

Confira nas páginas a seguir a importância e a trajetória da poesia na história da humanidade.