A pintura de cenários tem raízes na fotografia de naturezas mortas. Na metade do século 19 os fotógrafos começaram a usar técnicas de dupla exposição para compor duas imagens distintas em uma única fotografia. Na era vitoriana, a assim chamada fotografia de espíritos tomou a imaginação das massas. Nessas fotos, aparições fantasmagóricas pareciam envolver-se com os vivos. Elas eram, na verdade, truques simples da câmara escura, ou aquilo que hoje chamamos de efeitos especiais.
A pintura de efeitos especiais é uma descendente direta desta tradição de efeitos. Em 1905, um homem chamado Norman Dawn trabalhava como fotógrafo em Los Angeles. Ele ficou decepcionado quando uma de suas fotos foi revelada parcialmente bloqueada por um poste telefônico. Um colega disse a Dawn para tirar a foto novamente, mas para dessa vez levar junto um pedaço de vidro com a imagem de uma árvore pintada. Segurar o pedaço de vidro entre a câmera e o prédio e usar a árvore falsa para cobrir o poste era um velho truque simples de fotógrafo, mas mostrou-se uma ilusão convincente [fonte: Cotta Vaz - em inglês].
![]() © istockphoto.com / Ilya Ivanov Os efeitos digitais substituíram a maior parte dos antigos processos de pintura de cenários, que dependiam de vidro pintado |
Dawn era um aspirante a cineasta e logo desenvolveu um sistema para aplicar a pintura de cenários em vidro no empolgante mundo dos filmes. O Processo Dawn ou foto de cenário na câmera funciona assim:
[fonte: Fielding - em inglês]
No cinema moderno, a pintura de filme tradicional foi substituída por efeitos digitais. Leia sobre a pintura de cenários em Photoshop na próxima página.