Introdução sobre o Pink Floyd
Letras sobre loucura e alienação, temas inspirados em “Alice no País das Maravilhas”,
rock com boas doses de
blues e sons espaciais criados por guitarras e sintetizadores ligados a pedais de efeitos especiais. Nos alternativos
anos 60, eles eram o experimental do alternativo. Syd Barret (vocal e guitarra), Roger Waters (baixo), Nick Mason (bateria) e Rick Wright (teclado) foram os quatro jovens britânicos que formaram o Pink Floyd, uma banda que levaria ao extremo a ideia de psicodelia.
 Reprodução Os integrantes do Pink Floyd na capa da revista britânica Mojo, de outubro de 2007
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Como a vida imita a arte, Syd Barret entraria em colapso (provavelmente devido ao consumo excessivo de
LSD) no ano seguinte ao lançamento do primeiro disco do grupo. Diagnosticado como esquizofrênico, ele tinha sido o mentor de canções sobre travestis, espaço sideral, contos de fadas, espantalhos e gnomos que fizeram do primeiro álbum da banda – “The piper at the gates of dawn” – um dos mais influentes da história do rock.
Para ir em frente, no lugar de Barret entrou o guitarrista David Gilmour. Nos anos seguintes, o Pink Floyd produziu mais algumas obras-primas do rock e fizeram shows que se tornaram espetáculos de som e imagem fascinantes para várias gerações. Nas páginas a seguir, conheça um pouco da história do grupo.
Syd Barret Para muitos, ele foi o gênio que concebeu o que seria o Pink Floyd. Roger “Syd” Barret era um jovem charmoso cercado por admiradores enquanto estudava artes no Camberwell College of Art, em Londres, em meados dos anos 60. Foi nessa época que ele conheceu seus três companheiros de Pink Floyd que frequentavam o curso de arquitetura na Regent Street Polytechnic School. No final de 1966, Syd tinha 20 anos de idade e vivia um de seus melhores momentos. Ouvindo Beatles, namorando, cercado de amigos, esbanjando criatividade, ele compunha algumas das músicas que fariam o primeiro álbum do Pink Floyd – “The piper at the gates of dawn” – tornar-se imediatamente uma referência do rock. Um ano depois, ele estava irreconhecível. O uso intenso de LSD pode ter exacerbado a instabilidade mental que ele já trazia, diagnosticada como esquizofrenia, mas que era confundida até então com muitas excentricidades típicas da adolescência. No meio da turnê e do sucesso do primeiro álbum, ele quis voltar para casa, para o mundo da sua infância, de onde nunca mais sairia.
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