Experimento 2

Agora vamos ver o que acontece se trocarmos um pouco as coisas.

  1. Reproduza o experimento 1, mas desta vez substitua a 1/2 xícara de açúcar por 1/2 xícara (120 ml) de farinha branca.
  2. Misture a farinha consistentemente à água para que não existam caroços. É mais fácil se primeiro você misturar um pouco de água com a farinha e criar uma pasta e então ir adicionando mais água até que toda a água tenha sido adicionada.
  3. Sele a mistura farinha-água-fermento em um saco plástico, como foi feito no experimento 1 e deixe descansar por uma ou duas horas.

O que poderá ser notado é que a mistura produz dióxido de carbono, mas de uma forma mais lenta. Se você fizer o experimento 1 e 2 simultaneamente, notará os diferentes crescimentos mais facilmente. De onde vem o açúcar para o fermento comer no experimento 2? Nós não colocamos nenhum açúcar neste saco, não é mesmo? O que acontece é que na mistura de farinha e fermento existem enzimas que transformam o amido da farinha em maltose, um outro açúcar. O fermento usa este açúcar da mesma maneira que a glicose faz no açúcar refinado. Leva um tempo para as enzimas converterem o amido em maltose e é isto que causa o atraso. Entretanto, o fermento é capaz de produzir algum dióxido de carbono e é assim que se sabe que as enzimas estão trabalhando. Em um filão de pão é esta reação da farinha com a maltose que conduz a expansão do pão na maior parte do tempo; a pequena quantidade de açúcar colocada na mistura da massa de pão é usada pelo fermento muito rapidamente.