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Tracy V. Wilson - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Derivações e o futuro
O musical "O Senhor dos Anéis" que estreou em Toronto, em março de 2006, é um espetáculo de três horas e meia, com dois intervalos. A produção de alta tecnologia inclui um palco giratório de 40 toneladas, com elevadores e plataformas móveis. Enquanto alguns críticos gostaram desse espetáculo, outros o chamaram de confuso, chato e longo demais. Os fãs viajaram do mundo todo para assistir ao espetáculo, embora os puristas de Tolkien argumentem que ele nem deveria existir.
Se somente os grandes fãs de "O Senhor dos Anéis" forem os únicos a assistir e gostar do espetáculo, o musical talvez nunca pague o valor investido, que foi de 28 milhões. Este é um dos perigos de um musical derivado, ou seja, que cresce a partir de um trabalho já existente. O lucro obtido com os ingressos e com a venda de mercadorias talvez nunca ultrapasse o investimento necessário para criar um espetáculo que sobreviva ao trabalho precedente. Acima de tudo, para ser bem sucedido, um musical derivado deve atender dois tipos de públicos - os fãs de carteirinha e as pessoas que freqüentam normalmente o teatro.
Este é um dos motivos por que os musicais derivados que tornam-se notícia geralmente são produções de fãs, ao invés de atuações profissionais de grande escala. Um grupo de fãs pode aparecer com idéias criativas sobre como abordar, escrever, dirigir, encenar e gravar um musical com um orçamento relativamente baixo. Quando espetáculos como estes estréiam, geralmente em um auditório de alguma escola ou em salões de baile em uma convenção, normalmente é para lotações esgotadas e aplausos em pé.
Estes são alguns exemplos de musicais derivados de baixo orçamento:
- "Shoggoth on the Roof" é um musical que combina o trabalho de H.P. Lovecraft com o musical "Fiddler on the Roof". Um autor desconhecido assinou o enredo e Sean Branney e Andrew Leman o restauraram, da mesma forma como William Goldman editou "The Princess Bride".
- Além do espetáculo de um só homem (em inglês), "Guerra nas Estrelas" gerou pelo menos três musicais nos últimos anos:
- Estudantes e bacharéis do MIT escreveram e encenaram "Trilogia de guerra nas estrelas: edição musical" (site em inglês), incluindo uma apresentação na 3ª Celebração do festival de fãs de "Guerra nas Estrelas". Este musical combina o enredo de "Guerra nas Estrelas" com músicas de peças conhecidas da Broadway.
 Foto de Jax Kirtley, cortesia MIT Musical Theater Guild Archivist Da trilogia "Guerra nas Estrelas - edição musical", do MIT: Admiral Ackbar celebra com Mon Mothma enquanto o escudo da Estrela da Morte cai e os guerreiros podem atacar
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- "Guerra nas estrelas: o musical" existiu somente como um álbum conceitual de 1999 até dezembro de 2005, até que um grupo o apresentou no Florida District III Thespian Festival. Ao contrário de "Shoggoth on the Roof" ou "Guerra nas estrelas: edição musical," "Guerra nas Estrelas: o Musical" utiliza letras e músicas totalmente originais.
- Kevin Bayuk, Garrin Hajeian e John Zuckerman criaram outro "Guerra nas Estrelas: o musical". Este espetáculo teve duas apresentações em 24 e 25 de maio de 1996 na Palos Verdes Peninsula High School Peforming Arts Center em Rolling Hills, Califórnia.
 Imagem cortesia Palos Verdes Peninsula High School Performing Arts Center R2-D2 em "Guerra nas Estrelas: o musical"
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Cada um desses musicais abraçam o absurdo da idéia, da mesma forma que "The Rocky Horror Show" ou "A Pequena Loja dos Horrores". Eles também possuem outra coisa importante em comum : utilizam pouco para fazer muito. Um musical de fãs de baixo orçamento pode ter mais sucesso com os fãs do que uma extravagância com um enorme orçamento.
Alguns trabalhos de ficção científica são muito mais fáceis de adaptar para musicais que outros. Aqui estão algumas de nossas idéias:
- "Conte-me sobre os musicais de seu mundo, Usul": a cotação algumas vezes baixa da versão de "Duna" de David Lynch, em 1984, geralmente não inspira pensamentos de um musical da Broadway. A grande exceção é o súbito solo de guitarra quando Paul Muad'Dib monta um verme da areia. "Duna" adaptaria-se melhor a um musical de rock, e os coreógrafos e estilistas poderiam ter um dia em campo com as roupas dos Fremen.
- "Será que os andróides sonham com as luzes da Broadway?": a pontuação de "Blade Runner" possui algumas similaridades musicais com "Duna". Ambas poderiam fazer bons filmes. Uma adaptação derivada provavelmente teria um longo número de dança de Pris. Um trabalho original poderia colocar os humanos contra os replicantes de modo similar a "West Side Story".
- "Onde nenhum roteiro jamais esteve": as várias repetições de "Jornada nas Estrelas" (e sua longa duração) geraram muito material para uma paródia musical. Porém, o espetáculo também leva a algo mais nobre: um drama musical sobre o episódio de duas partes "Corrente de Comando". O espetáculo incluiria um monólogo musical do Capitão Picard nas mãos dos Cardassianos, chamado "Existem Quatro Luzes".
- "O companheiro e eu": nenhuma lista de ficção científica estará completa sem "Doctor Who", e nenhum musical "Doctor Who" estará completo sem uma linha de coro de assustadores Daleks dançando.
Para mais informações sobre os musicais de ficção científica e assuntos relacionados, confira os links na próxima página.
| "Spamalot""Monty Python e o Santo Graal" não é exatamente ficção científica. Porém, "Spamalot" é um musical muito bem sucedido montado sobre o mesmo assunto. No topo de sua consagração, o espetáculo recebeu o Troféu Tony de melhor musical, melhor diretor e melhor atriz. |