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Uma música repetitiva, robótica, quase hipnótica, pop e dançante tem sido o sucesso dos clubes noturnos no mundo inteiro desde os anos 80. Denominada de música eletrônica, dance music ou tecno, ela é o combustível de uma contracultura contemporânea, que, após as gerações dos hippies e dos punks, encontra nos “clubbers” (nome dados a boa parte dos freqüentadores dos clubes e festas de música eletrônica), nas raves, na cultura dos DJs e no uso de drogas sintéticas os seus principais elementos.
A música eletrônica pop surgiu como resultado de diversos fatores estéticos e comportamentais. No campo artístico, heranças da música da era da discoteca (disco music), do final dos anos 70, e a introdução de sonoridades de sintetizador, bateria eletrônica e sampler (equipamento que armazena sons digitalmente) se misturaram para criar uma nova música dançante de estilo industrial e futurista (daí a denominação de música tecno).
À semelhança dos principais movimentos jovens da era da cultura pop, os apreciadores da música eletrônica criaram um comportamento típico, com uma moda própria e com a realização de festas em áreas rurais, chamadas de raves, que acontecem preferencialmente em sítios, ao ar livre ou em galpões. O uso de drogas sintéticas, como o Ecstasy, que potencializaria o efeito da música, também caracteriza esse comportamento.
Saiba a seguir como a música eletrônica (ou dance music ou tecno) se transformou em um fenômeno da cultura pop contemporânea e quais são suas principais vertentes.