![]() Foto cedida pela DC Comics A Mulher Maravilha no auge da crise |
Foi um recurso útil até as tramas e histórias dos personagens se tornarem tão fragmentadas e confusas que ninguém mais podia se lembrar da verdade. Por fim, a DC percebeu isso e criou a série "Crise nas Infinitas Terras", em que eles aniquilaram todos os mundos paralelos e seus personagens, deixando só um e reescreveram uma versão padrão da história de cada personagem que não podia mais ser alterada. Como parte dessa arrumação, a Mulher Maravilha foi morta para ser trazida depois em uma nova série.
Assim como os outros personagens da DC, a história da Mulher Maravilha foi reescrita após "A Crise". O escritor George Perez inventou a nova série dando ênfase à mitologia grega e aos conflitos entre os deuses. A nova Mulher Maravilha veio ao mundo dos homens falando somente grego antigo, sem conhecer a civilização atual. Embora parecida fisicamente, a nova Etta Candy não fazia mais parte da fraternidade; no mundo pós-crise ela era uma oficial militar. Steve Trevor era bem mais velho que nas histórias antigas. Sendo assim, ele agora se interessava pela Etta ao invés da Mulher Maravilha.
Eis a origem da versão atual da Mulher Maravilha que está no site da DC Comics. Eles usaram o resumo da história original de William Marston e a transformaram em algo um pouco diferente:
Ela é o espírito reencarnado de uma criança humana que morreu no ventre de sua mãe cerca de 30 mil anos atrás e foi trazida à vida por várias deusas gregas com a finalidade de combater as conspirações de Ares, o deus da guerra... Essas deusas gregas, assim como Hermes, o deus mensageiro, puseram o espírito dentro de uma escultura de barro moldada por Hypólita, revivendo-a. Tendo recebido poderes especiais de cada uma das deusas do Olimpo, Diana entrou secretamente no torneio cujo objetivo era escolher a melhor amazona para confrontar o deus da guerra. Ela ganhou e, como campeã de Themyscira, derrotou Ares antes que ele causasse um holocausto nuclear.