Verdade, domínio e o modo americano


Foto cedida pela DC Comics
Mulher Maravilha nº1
Antes de criar a Mulher Maravilha, William Marston trabalhou como pesquisador e psicólogo consultor. Ele escreveu extensivamente sobre aquilo que entendia ser a diferença psicológica entre os sexos. Marston acreditava que as mulheres eram por natureza mais honestas, generosas e confiáveis que os homens. Alguns de seus trabalhos concentravam-se na influência da dominação e submissão nos estados emocionais, incluindo um estudo dos rituais de iniciação nas fraternidades. Muitas destas idéias foram encontradas nos desenhos animados da Mulher Maravilha de uma ou de outra forma. Falaremos mais sobre isso depois.

Marston inventou o DISC test (teste de personalidade), que ainda hoje é usado por psicólogos e orientadores para medir os níveis de estresse e de compatibilidade social. Há controvérsias sobre a função que Marston desempenhou na invenção do polígrafo e do teste de pressão arterial sistólica. De acordo com biografias, ele foi o pioneiro da idéia básica do polígrafo que é testar se as pessoas falam a verdade prendendo-as numa máquina de medir pressão, enquanto respondem a uma série de perguntas. Ele nunca aperfeiçoou a invenção, mas foi o responsável por aplicar o conceito em campo.

Ele criou a personagem da Mulher Maravilha durante o período em que esteve no conselho consultivo editorial da Detective Comics Inc. (hoje em dia DC Comics) e da All American Comics. O editor-chefe procurou Marston com o objetivo de inventar uma nova personagem feminina no mesmo estilo de Batman, Super-Homem e outros super-heróis da época. Em resposta, ele escreveu uma história chamada "Suprema, a Mulher Maravilha" o que originou a nova personagem (menos o nome Suprema) na All Star Comics, Sensation Comics e Detective Comics. Ela ganhou a sua própria revista em quadrinhos no verão de 1942, que foi transferida exclusivamente para a DC Comics em 1944. Marston escreveu todas as histórias da Mulher Maravilha até a sua morte em 1947.