Monteiro Lobato: das belas-letras às letras da lei
 Foto sob licença de Monteiro Lobato Licenciamentos O jovem Monteiro Lobato
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Ao completar 12 anos, Monteiro Lobato ganha de presente seu primeiro par de calças compridas – rito de passagem do moleque de calças curtas para o mocinho que, em breve, seria mandado a São Paulo, iniciar os estudos preparatórios para ensino superior. No ano seguinte, 1895, ele é inscrito no Instituto Ciências e Letras, em São Paulo, mas, por ironia do destino, é reprovado em Português e se vê obrigado a voltar para a pacata Taubaté.
Decepcionado, ele ingressa no Colégio Paulista, onde passa a escrever, como colaborador, num jornalzinho estudantil chamado “O Guarany”, até que em 1896 retorna a São Paulo e, dessa vez, é aprovado como interno no Instituto Ciências e Letras, onde permanece por três anos. Nesse período, colabora com os jornais “O Patriota” e “A Pátria”, até fundar seu próprio jornal, um pasquim manuscrito chamado “H20”.
Em 1898 e 1899, respectivamente, falecem seu pai, José Bento, e sua mãe, Olímpia. Sob a tutela do avô visconde, é obrigado a seguir a carreira das leis, apesar do antigo sonho de entrar na Faculdade de Belas-Artes. Em 1900, resignado, ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo, no Largo São Francisco, cumprindo a vontade do avô. Formado bacharel, Dr. Lobato retorna a Taubaté até ser nomeado promotor em Areias, para onde se muda em 1907. No ano seguinte, casa-se com Dona Maria Pureza.
A vida pacata de Areias, assim como a de Taubaté, não agrada em nada a Monteiro Lobato, entretanto, lhe proporciona tempo de sobra para devorar os livros comprados em suas constantes viagens a São Paulo e para dar prosseguimento às colaborações na imprensa, enviando matérias e charges para diversos jornais e revistas.
 Reprodução sob licença de Monteiro Lobato Licenciamentos Capa do livro de contos "Urupês" lançado em 1918
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Monteiro Lobato: obra completa
| Literatura Geral | Literatura Infantil | Urupês (1918)
| O saci (1921) | | O saci-pererê (1918) | Aventuras de Hans Staden (1927) | | Problema vital (1918) | Peter Pan (1930) | | Cidades mortas (1918) | Reinações de Narizinho (1931) | | Idéias de Jeca Tatu (1919) | Viagem ao céu (1932) | | Negrinha (1920) | Caçadas de Pedrinho (1933) | | A onda verde (1921) | História do mundo para crianças (1933) | | Mundo da lua (1923) | Emília no país da gramática (1934) | | O presidente negro (1926) | Aritmética da Emília (1935) | | How Henry Ford is regarded in Brazil (1926) | Geografia de Dona Benta (1935) | | Mr. Slang e o Brasil (1927) | História das invenções (1935) | | Ferro (1931) | Memórias da Emília (1936) | | América (1932) | D. Quixote das crianças (1936) | | Na antevéspera (1933) | Sertões de Doma Benta (1937) | | O escândalo do petróleo (1936) | O poço do Visconde (1937) | | A barca de Gleyre (1944) | Histórias de Tia Nastácia (1937) | | Prefácios e entrevistas (1946) | O picapau amarelo (1939) | | Zé Brasil (1947) | O Minotauro (1939) | | La nueva Argentina (1947) | Reforma da natureza (1941) | | Literatura do Minarete (*) | A chave do tamanho (1942) | | Conferências, artigos e crônicas (*) | Fábulas e histórias diversas | | Cartas escolhidas (*) | Os doze trabalhos de Hércules, 2 vols (1944) | | Críticas e outras notas (*) | O garimpeiro do Rio das Garças (*) |
| Uma fada moderna (*) |
| A lampreia (*) |
| No tempo de Nero (*) |
| A casa da Emília (*) |
| O centaurinho (*) | | (*)obras póstumas | (*) obras não incluídas pelo autor em suas obras completas |
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