Dez dos melhores seriados da TV de todos os tempos
Jornada nas Estrelas (Star Trek) Reprodução
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O espaço sideral, a fronteira final, era um lugar habitado por belas terráqueas e alienígenas, com suas mini-saias e penteados típicos dos
anos 60, que não resistiam aos encantos do Capitão Kirk. “Jornada nas Estrelas” mostrou em três temporadas (1966-1969) uma visão otimista da humanidade, na qual a ciência, a tecnologia e a democracia levariam os humanos ao progresso, à paz e a desbravar o Universo em busca de novas civilizações. É quase inacreditável hoje, mas a série saiu do ar por falta de audiência após 79 episódios. Com as reprises nos anos seguintes, no entanto, ela foi redescoberta e passou a ser cultuada nos Estados Unidos e no resto do mundo. Desde então, “Star Trek” virou um fenômeno e as versões da nave Enterprise e de sua tripulação rederam novas séries, longas-metragens no cinema e uma legião de devotados fãs ao redor do planeta, os trekkies.
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Missão Impossível (Mission: Impossible)“Esta gravação se autodestruirá em cinco segundos”. Em seguida, uma fumacinha saía do gravador e pronto. Assim terminavam as ordens recebidas pelos agentes secretos da Impossible Mission Force. E começavam as aventuras de tirar o fôlego da equipe de espionagem patrocinada pelo governo americano. A vida dos agentes não era nada fácil. Para cumprirem as missões recebidas eram preparados planos mirabolantes, que contavam com a astúcia e as habilidades de uma equipe supertreinada com uma série de apetrechos tecnológicos inimagináveis para os anos 60. O seriado original foi ao ar de 1966 a 1973 em 168 episódios. Na época, “Missão Impossível” foi um marco com seus intrincados roteiros cheios de reviravoltas. Seus personagens foram construídos para irem além da tradicional classificação em heróis ou vilões, ao mostrarem-se mais complexos dos pontos de vista psicológico, comportamental e político. Com um elenco que incluía Martin Landau, Leonard Nimoy e Sam Elliot e uma inesquecível música-tema composta por Lalo Schifrin, a série influenciou muitos seriados de espionagem e ação que vieram a seguir, como as aventuras de Jack Bauer em “24 Horas”, além de também ter sido transformada em superproduções cinematográficas.
A Gata e o Rato (Moonlighting)
 Reprodução
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David Addison (Bruce Willis) era apaixonado por Maddie Hayes (Cybill Shepherd). Talvez ela o amasse também. Mas era mais divertido quando eles se odiavam, e a maior parte do tempo era isso que acontecia. A série “A Gata e o Rato” mostrou a vida conflituosa dos dois à frente da deficitária agência de detetives “Blue Moon”. Foram apenas 67 episódios entre 1985 e 1989. Na maioria deles, a solução dos casos ficava em segundo plano para dar lugar às cantadas de David - um cara despreocupado, convencido, mas apaixonado - na séria e certinha ex-modelo Maddie. A série inovou com algumas extravagâncias para os padrões televisivos até então. Entre elas, a adoção da linguagem de musicais, a mistura entre ficção e realidade, com a revelação das montagens e desmontagens dos cenários e com diálogos direcionados à audiência, além de episódios que remetiam os protagonistas para o mundo dos sonhos numa fusão de épocas passadas com referências contemporâneas. “A Gata e o Rato” foi uma bem-sucedida mistura de drama e comédia, algo incomum nas séries televisivas até os
anos 80. Enquanto durou, o seriado manteve no ar um dos mais divertidos casos de amor da TV.
Armação IlimitadaJuba (Kadu Moliterno) e Lula (André De Biasi) namoravam Zelda Scott (Andréa Beltrão). Os três juntos cuidavam de Bacana (Jonas Torres), um garotinho abandonado pelos pais. O triângulo amoroso dos dois surfistas com a jornalista que queria mudar o mundo era uma das atrações centrais de “Armação Ilimitada”, talvez o melhor seriado brasileiro de todos os tempos. A série que foi ao ar de 1985 a 1988 revolucionou a linguagem na televisão ao ser inovadora na edição, nas tomadas de câmera, nos argumentos e nos textos. As aventuras do quarteto central eram recheadas de intertextualidades com histórias em quadrinhos, outras séries televisivas e diversas linguagens da cultura pop. A narrativa em forma de videoclipe misturava aventura, esportes radicais e tramas
nonsense cujos enredos iam de competições esportivas até armações políticas. A série refletiu a atmosfera de liberdade política e comportamental que o Brasil vivia no período que marcou o fim da ditadura militar (1964-1985).
Anos Incríveis (The Wonder Years) Reprodução Os amigos Paul Pfeiffer e Kevin Arnold em cena do seriado "Anos Incríveis"
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Kevin Arnold (Fred Savage) cresceu numa época em que o mundo estava enlouquecendo. Num típico subúrbio americano, ele experimentou não só as transformações da adolescência, mas principalmente as radicais mudanças que o final dos
anos 60 e o começo dos
70 trouxeram. As descobertas sobre o amor, amizade e as primeiras desilusões e perdas na vida de Kevin se dão ao lado do fiel amigo Paul Pfeiffer (interpretado pelo ator Josh Saviano, que teria crescido e virado o Marilyn Manson, segundo uma das
lendas do rock) e de Winnie Cooper (Dannica McKellar), sua eterna paquera. “Anos Incríveis” mostra as memórias de uma adolescência com todas suas alegrias e tristeza sob a perspectiva de Kevin em 115 episódios, que foram ao ar em seis temporadas, originalmente entre 1988 e 1993. Tendo como tema de abertura “With a Little Help From My Friends”, dos
Beatles, em versão de Joe Cocker, o seriado ainda apresentou uma fenomenal trilha sonora composta de vários clássicos do
rock.
Seinfeld Reprodução / www.sonycanal.com.br Kramer, George, Elaine e Jerry, os quatro protagonistas de “Seinfeld”, seriado que é exibido no Brasil pela Sony Entertainment Television
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Quatro solteirões politicamente incorretos que passam a maior parte do tempo conversando sobre banalidades são a alma do melhor seriado de todos os tempos para muitos críticos. Entre 1989 e 1998 foram exibidos 180 episódios de “Seinfeld”. Nesse período a série em que nada de especial acontece, a não ser a revelação das neuroses, manias e bizarrices dos nova-iorquinos, tornou-se um dos campeões de audiência da história da TV americana. As frustrações da vida moderna numa grande cidade alimentaram as tramas de episódios antológicos como “The Marine Biologist”. Nele, George mente que é biólogo marinho para impressionar uma namorada e acaba envolvido no salvamento de uma baleia, encalhada e sufocando na praia por conta de uma bola de golfe no seu respirador, num
hole one feito por Kramer ao jogar golfe na praia ... Esse é um típico exemplo dos divertidos e inacreditáveis roteiros que entrelaçam de formas inusitadas várias histórias na série.
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Twin PeaksNo começo dos anos 90 todo mundo tentou descobrir quem matou Laura Palmer (Sheryl Lee). O caso da linda adolescente encontrada morta no primeiro episódio na gélida e sinistra Twin Peaks levou para a cidade o excêntrico Dale Cooper (Kyle MacLachlan), um agente do
FBI fanático pelas tortas locais (e que tinha como “parceiro” um mini-gravador no qual ele registrava suas investigações destinadas a uma tal de Diane). O seriado era cheio de esquisitices. Personagens bizarros, comportamentos perversos, gostos grotescos, um permanente clima de mistério e um sobrenatural mundo habitado por espíritos criavam uma atmosfera assustadora e estranha. Um universo criado por David Lynch que transitava permanentemente entre a realidade e o sonho, o natural e o sobrenatural, cheio de elementos surrealistas. “Twin Peaks” precisou de apenas 30 episódios, que foram ao ar originalmente entre 1990 e 1991, para se tornar um dos mais cultuados e importantes seriados televisivos de todos os tempos.
 Reprodução O detetive do FBI Dale Cooper um dos protagonistas da série "Twin Peaks"
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Arquivo X (X-Files)Nunca uma
teoria da conspiração chegou tão longe. “Arquivo X” nos revelou que havia muito mais sendo tramado entre terráqueos e alienígenas do que imaginávamos. Durante nove anos (de 1993 a 2002) foram ao ar 202 episódios que mostraram as investigações dos agentes Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) dos casos considerados insolúveis pelo
FBI. Além dos que envolviam abduções e conspirações alienígenas, havia também fenômenos paranormais, seres mutantes e experiências genéticas no centro das tramas desse que foi um dos mais premiados seriados de ficção científica da TV. A fórmula do sucesso de “Arquivo X” passa pela inabalável crença de Mulder de que a verdade estava lá fora e que havia muito a ser revelado sobre fenômenos sobrenaturais e aparições alienígenas. Já Scully, com sua formação médica, trazia a visão cética sobre os fenômenos. Em torno da dupla giraram personagens que entraram para a galeria da cultura pop como os Pistoleiros Solitários e o Canceroso.
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DivulgaçãoDana Scully e Fox Mulder na eterna busca pela verdade em "Arquivo X"
House (House M.D.)As comparações com Sherlock Holmes são inevitáveis. Afinal, os métodos de investigação médica do Dr. Gregory House (Hugh Laurie) são similares aos do famoso detetive britânico. Isso mais seu jeito anti-social e arrogante fizeram a fama da série “House”, desde que ela estreou em 2004. Mas são suas geniais deduções para diagnosticar e tratar as mais improváveis doenças que fizeram do seriado um dos melhores da TV dos últimos tempos. Graças à talentosa interpretação do ator Hugh Laurie, o sarcasmo, a misantropia e o mau humor do médico ficam até simpáticos. Outra característica marcante da série é que, apesar de muitas vezes incomuns, a maior parte das doenças e tratamentos que aparecem nas tramas corresponde à realidade do universo da medicina.
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Lost Divulgação
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O risco de colocar “Lost” entre as melhores séries de todos os tempos é não se ter idéia se os roteiristas finalizarão os inúmeros e intrincados mistérios que construíram com a mesma inventividade dos melhores momentos do seriado. Mas apesar disso, e dos altos e baixos nas temporadas, “Lost” certamente estará entre as mais impactantes pelo grau de inovação e ousadia que trouxe para a televisão. Um acidente de avião que deixa sobreviventes perdidos em uma estranha ilha que não aparece no mapa inicia uma trama que mistura experimentos científicos, viagem no tempo, números cabalísticos, monstros de fumaça, ursos polares em uma ilha tropical, personagens com passados obscuros e outros fenômenos estranhos, que transitam entre a realidade científica e o sobrenatural. Recheada de citações e referências a clássicos da cultura pop, desde “
Guerra nas Estrelas” até “
Watchmen”, a série vai ao ar em seis temporadas (de 2005 a 2010).
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