Ele ficou famoso por destruir furiosamente suas guitarras ao final das apresentações do The Who. Mas é principalmente o modo de tocar e a capacidade de compor músicas, que marcaram uma geração, que fazem de Pete Towshend um dos melhores guitarristas do rock.
![]() Reprodução Pete Towshend, ao centro (o mais alto) do The Who, na Rolling Stone |
No meio dos anos 60, o The Who era a banda preferida dos mods, movimento constituído por jovens das classes trabalhadoras, fãs de rock e rhythm’n’blues, que se vestiam elegantemente, com ternos, sapatos italianos e roupas inspiradas na moda urbana dos negros norte-americanos. O poderoso blues rock do The Who e a performance agressiva da banda no palco, especialmente por conta dos “power chords” de Towshend, conquistaram os mods e também outras legiões de roqueiros nos dois lados do Atlântico.
Canções como “My Generation”, “Who Are You” e “Substitute”, entre dezenas de outras, exemplificam a tempestade sonora que a sonoridade da guitarra de Towshend trouxe para o rock. Não bastasse isso, para dar conta de sua capacidade criativa, ele ajudou a inventar o conceito de “ópera rock” no segundo álbum da banda com a canção “A Quick One”, com seus dez minutos de duração. Dois anos depois, em 1969, o The Who lançou “Tommy”, um álbum de rock inteiramente composto por canções em torno de uma narrativa, o que consolidaria o formato ópera rock.
Com seu característico braço direito girando na frente da guitarra, antes de atacar cada “power chord” que toca, Pete Towshend faz definitivamente parte da galeria dos grandes guitarristas do rock.