Eric Clapton
 Reprodução Eric Clapton, o "Deus da guitarra"
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Ele foi considerado Deus, graças aos sons que tira de sua guitarra. Amante do
blues de Robert Johnson, um dos pioneiros do Delta do Mississippi, ele juntou essa influência ao
rock para criar uma sonoridade pesada nos anos 60. Naquela época, Eric Clapton foi a alma de bandas seminais do rock e do blues britânico, como The Yardbirds, John Mayall & The Bluesbreakers e o “power trio” Cream.
Na virada da década de 60 para os
anos 70, quando formou a banda Derek and the Dominos, ele lançou o disco “Layla and Other Assorted Love Songs”, um álbum conceitual com canções em torno da sua paixão pela esposa de seu amigo, o ex-Beatle George Harrison. O fracasso comercial do disco e a paixão turbulenta contribuíram para um período de uso de heroína que o levou ao fundo do poço em sua vida pessoal e na carreira.
Em meados dos anos 70, Clapton ressurge não só como um excepcional guitarrista, mas também como um grande compositor e intérprete. Entre os vários sucessos que emplacou estão “Cocaine”, “Lay Down Sally”, “Wonderful Tonight” e “I Can’t Stand It”.
Reprodução
Eric Clapton na capa da revista Rolling Stone, edição de maio de 1968
Desde a década de 80, Clapton continua a renovar sua audiência, graças à admiração das novas gerações pelo seu talento como guitarrista e também por conta de novos projetos musicais que assume, como nas parcerias com B.B. King ou no resgate da obra de Robert Johnson.
Apesar dos problemas pessoais que enfrentou nas últimas décadas, como suas internações para se livrar do alcoolismo e a trágica morte de seu filho de cinco anos no começo dos anos 90, Eric Clapton continua a mostrar em suas performances ao vivo ou nos álbuns por que em meados dos anos 60 foi considerado Deus.