Introdução sobre os melhores filmes de terror
O que aterroriza mais: alguma malévola entidade vinda do além ou um sádico psicopata em carne e osso? Provavelmente ambos, se depender do cinema. A sétima arte especializou-se em provocar medo, repugnância e angústias aterrorizantes nas plateias do mundo inteiro com seus filmes de terror. Para fazer isso, usa desde cenas pra lá de explícitas de violência física até a tortura psicológica criada por intermináveis momentos de expectativa de que algo ruim está para acontecer.
 Reprodução O personagem Freddy Krueger em cartaz de "A Hora do Pesadelo"
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A fórmula básica para nos causar medo é mostrar cenas que sinalizam a proximidade da morte ou de sofrimento físico ou psicológico iminentes, causados por situações anormais que fogem ao controle do protagonista. Essa receita tem sido desenvolvida das maneiras mais criativas pela sétima arte. Assassino psicopata, gente deformada, monstro alienígena, animal mutante, ser sobrenatural, criança possuída por Satã ou por alguma alma penada foram alguns dos personagens que já protagonizaram os melhores filmes de terror da história do cinema.
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No início do século 20, as primeiras películas do gênero foram influenciadas pelo Expressionismo alemão e a sensação de horror era na maioria das vezes criada por temas e atmosferas macabros. É o caso dos filmes “O Estudante de Praga” (1913), em que o protagonista vende o reflexo de sua imagem no espelho para um personagem misterioso e passa a ser assombrado pelo seu espectro, e “O Golem”, baseado no mito judaico de uma figura de barro que ganha vida. O cinema alemão também produziu as primeiras obras-primas do terror na sétima arte com “O Gabinete do Dr. Caligari” (1919) e “Nosferatu” (1922).
Mas não era só o Expressionismo alemão que dava o tom dos primeiros filmes de terror. Nos Estados Unidos foram os clássicos da literatura do horror que dominaram a cena. Em uma década, Hollywood produziu uma sequência de filmes de sucesso com as adaptações de “Dr. Jekyll e Mr. Hyde” (1920), “O Corcunda de Notre Dame” (1923), “O Fantasma da Ópera” (1925), “Drácula” (1931) e “Frankenstein” (1931).
Algumas décadas depois, após a Segunda Guerra Mundial e influenciados pela paranoia da Guerra Fria e pela ameaça da bomba atômica, o cinema de horror misturou-se com a ficção científica. Dessa fusão surgiram filmes que exploraram o terror a partir de invasões alienígenas ou mutações genéticas provocadas pela radiação, como em “O Monstro do Ártico” (“The Thing”, 1951) e o clássico japonês “Godzilla” (1954). Os filmes de mistério também aproximaram-se da estética do terror, principalmente graças à genialidade de Alfred Hitchcock. O diretor britânico fez de suspenses como “Psicose” (1960) e “Os Pássaros” (1963) filmes perturbadores e que deixaram boa parte da audiência bastante amedrontada.
 Reprodução "Poltergeist" (1982) é um dos bons filmes de terror dos anos 80
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A partir dos
anos 70, a estética do terror ganhou mais sangue, violência e uma overdose de elementos sobrenaturais e personagens insanos. Provavelmente “O Exorcista” (1973) seja um marco dessa nova fase, que consagrou mestres como John Carpenter e sequências bem-sucedidas como “A Hora do Pesadelo” e “Sexta-Feira 13”, entre outras. Nas próximas páginas descubra quais são dez dos melhores filmes de terror feitos para o cinema.