Problemas associados ao marketing de cinema

A parte mais complicada do marketing de cinema é que cada filme é diferente. Cada filme é um produto independente com seu próprio segmento de mercado potencial. Só porque o seu último filme infantil foi um sucesso, não quer dizer que a audiência vai lotar o próximo. Não há uma fórmula para o sucesso, então os publicitários precisam ser criativos para agarrar a atenção do público.

A produção de filmes é um negócio arriscado por natureza. Os publicitários de cinema tentam aliviar parte desse risco promovendo os filmes mais caros de forma intensiva. Infelizmente, no processo eles tornam o filme ainda mais caro, adicionando um enorme orçamento de publicidade. Sempre há uma chance de que a campanha publicitária seja tão ruim quanto o próprio filme, e subitamente, o estúdio terá desperdiçado o dobro da quantidade em dinheiro. Por exemplo, "Alexandre", o épico de Oliver Stone custou US$ 155 milhões para ser produzido, US$ 60 milhões para ser vendido nos EUA, e faturou apenas US$ 167 milhões mundialmente [fontes: Box Office Mojo - em inglês e Waxman - em inglês].

O problema é que a maioria dos filmes com grandes orçamentos são vendidos para a maior audiência possível. Anúncios são colocados em todas as redes de TV, bem como em todos jornais e revistas. Não há um foco. Existe a possibilidade de que com todas as campanhas publicitárias de grandes filmes, milhões de dólares sejam perdidos com pessoas que nunca veriam esse filme, não importa o quão bom ele seja.

Uma solução é a ideia dos filmes voltados aos nichebuster, um filme de menor porte distribuído fortemente a um segmento de audiência específico, como por exemplo, skatistas ou grupos religiosos [fonte: Schonfeld - em inglês]. Um dos proponentes desta ideia é a 20th Century Fox, que recentemente lançou uma divisão chamada FoxFaith que produzirá e divulgará filmes para uma audiência cristã e mais familiar. Isso é chamado de marketing demográfico. [fonte: Movie Marketing Update - em inglês].

Um problema final é que os frequentadores de cinema são cada vez mais espertos com relação à mídia. Embora as crianças sejam altamente suscetíveis à propaganda, muitos adultos reconhecem o arrastão publicitário por aquilo que ele é: publicidade. Alguns frequentadores de cinema começam a reclamar sobre o exagero de expectativa que cerca os lançamentos dos grandes estúdios.

Esta é outra razão pela qual a internet está se mostrando como uma poderosa ferramenta de marketing. Se os estúdios souberem jogar suas cartas, poderão faturar com as redes sociais, vídeos virais e outras comunidades online para vender seus filmes.

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