Segmentação e sucesso editorial dos mangás

Cavaleiros do Zodíaco
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"Cavaleiros do Zodíaco"

O mangá é coisa de gente grande no Japão. Apesar da queda nas vendas nos últimos anos, ele responde por 45% do mercado editorial do país. De acordo com o Instituto de Pesquisa de Publicações de Tóquio, em 2006 foram impressos 745 milhões de mangás que abordaram variados temas, como amor, violência, trabalho, escola, sexo, esporte, cultura, tecnologia, entre inúmeros outros (em 1995, chegaram a ser impressas 1,34 bilhão de cópias). Essa extrema segmentação faz com que ele atinja pessoas de todas as idades e classes sociais e transforma os mangás em uma poderosa forma de entretenimento, além de um importante meio de transmissão de cultura e informações.

Segundo a pesquisadora de mangás, Christine Akune Sato, “há duas divisões básicas no mercado de mangás no Japão: gênero e idade. Até os oito anos, basicamente meninos e meninas lêem o mesmo tipo de mangás. Após esta idade, ocorre a primeira grande segmentação de gênero. Os desenhos dos mangás para as meninas passam a ser mais delicados, os assuntos são mais românticos e até mesmo ‘novelizados’. Já o universo retratado nos mangás para meninos é muito parecido com o dos videogames”.

É somente entre os 20 e 30 anos que ocorre novamente outra importante segmentação. “Temas como casamento, família, saúde sexual começam a surgir nos mangás femininos. Os masculinos focam ainda mais em diversão e também surgem os eróticos. Após os 35 anos, a faixa de interesse novamente converge. Temas mais maduros como a criação de filhos, divórcio, desafios da aposentadoria passam a ser centrais nas histórias”, informa Sato.

Love Junkies
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"Love Junkies" narra as aventuras (e algumas desventuras) sexuais de um tímido e desajeitado analista de contas de uma agência de publicidade

Alguns dos gêneros mais comuns, classificados segundo o público-alvo, são: o shogaku destinado às crianças, cheios de aventuras, lendas e humor; o shonen mangá, voltado para meninos adolescentes, com histórias de samurais e heróis que envolvem ação e aventura; o shoujo para as meninas, com temas mais sensíveis e românticos, embora possam envolver ação e aventura; o seinen para homens jovens e josei para mulheres; o hentai com foco sexual; o yuri, voltado para o público gay feminino; e o yaoi (ou Boys Love) que aborda o homossexualismo entre homens.


Rayearth
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"Guerreiras Mágicas de Rayearth", mangá lançado originalmente em 1994 virou um dos animês de maior sucesso na TV brasileira

Além da enorme variedade de temas, contribui muito para a popularidade dos mangás o fato de serem baratos e conseqüentemente acessíveis a qualquer pessoa. Impressas em papel jornal, as revistas tem entre 300 e 800 páginas com várias séries e autores diferentes. Algumas chegam a uma tiragem de quatro milhões de exemplares, que depois de lidos são descartados. Somente as séries de maior sucesso, ou que atingem um determinado número de páginas, são relançadas em forma de livros de bolso colecionáveis. As histórias e personagens bem-sucedidos dos mangás têm ainda sobrevida garantida ao se transformarem em vários subprodutos, como animês, filmes, jogos, programas de TV, livros, brinquedos, CDs, peças de teatro, concursos de fantasia, o que movimenta uma milionária indústria de entretenimento no Japão.