Os dez mais importantes rocks de todos os tempos
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Hound Dog – Elvis PresleyO rock nasceu antes de Elvis Presley, mas foi com ele que o gênero se transformou na primeira revolução comportamental jovem. E o ponto alto disso foi a interpretação que o Rei do Rock deu em 1956 para “Hound Dog”, canção que os adolescentes Jerry Leiber e Mike Stoller haviam composto quatro anos antes para a cantora de blues Big Mama Thornton. Foi cantando “Hound Dog” num programa televisivo visto por mais de 40 milhões de americanos que ele virou “Elvis, the Pelvis”, ao criar movimentos desconcertantes de quadris, pernas e braços e enlouquecer os jovens, primeiro da América e depois do mundo.
I Want To Hold Your Hand – The Beatles
A primeira revolução na revolução roqueira foi feita pelos Beatles. Desde Elvis o rock não trazia novidades significativas e andava moribundo. Os quatro rapazes de Liverpool trataram então de mudar radicalmente o rumo das coisas a partir de 1963. A transformação que estava em andamento foi confirmada com uma canção de amor feita para conquistar os corações adolescentes da audiência dos Estados Unidos: “I Want To Hold Your Hand”. A composição de John Lennon e Paul McCartney anunciou a invasão britânica na América ao ser a primeira dos Beatles a alcançar o topo da Billboard.
Like a Rolling Stone – Bob Dylan
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O rock deu um salto poético imenso com as composições da fase roqueira de
Bob Dylan. A maior prova disso é “Like a Rolling Stone”, gravada em 1965. Além da letra surpreendente, densa, agressivamente poética, Dylan inovou na sonoridade, que rompia completamente com o padrão do rock da época. A canção, que frequentemente ocupa o primeiro lugar das listas de críticos das melhores de todos os tempos, tornou o rock adulto, mostrando que o gênero era capaz de explorar temas mais complexos e profundos. “Like a Rolling Stone” teve um impacto devastador na época e nas gerações seguintes.
(I Can’t Get No) Satisfaction – The Rolling StonesO rock definitivamente tornou-se profano, subversivo e cínico com os Rolling Stones. Em 1965, Mick Jagger e Keith Richards compuseram o hino dessa “degeneração” dos costumes e da postura anti-establishment que os Stones simbolizaram: “(I Can’t Get No) Satisfaction”. A canção foi logo percebida como uma metáfora sexual, mas sua letra reflete criticamente a frustração do grupo com o consumismo e o status quo que encontraram. Seu riff de guitarra tornou-se um dos mais conhecidos em todo o mundo. A canção, que revela as influências de Bob Dylan e Chuck Berry sobre o grupo, foi o primeiro sucesso dos Rolling Stones a atingir o topo das paradas.
My Generation –The Who
“Espero morrer antes de envelhecer”. Com esse verso, o The Who sintetizou o sentimento de uma geração de jovens que nos anos 60 tentava mudar radicalmente o mundo. Composta por Pete Towshend, “My Generation” captou brilhantemente a rebeldia, a raiva e as frustrações juvenis em relação ao mundo adulto. Enquanto a letra fascinava com uma declaração poética vigorosa contra os valores e comportamentos estabelecidos, a sonoridade não ficava atrás, revelando elementos que estariam presentes no heavy metal e no punk-rock que surgiriam anos à frente.
Iron Man – Black Sabbath
O Black Sabbath foi um dos inventores do heavy metal. E uma das canções que mais influenciou e continua a influenciar as bandas e os fãs do gênero é “Iron Man”, lançada em 1970. Com um dos riffs de guitarras mais famosos de todos os tempos, a canção conta a história de um ser, herói ou vilão, rejeitado, que busca vingança, com referências que remetem ao Homem de Ferro, personagem dos quadrinhos criado por Stan Lee. “Iron Man” é um exemplo das músicas sombrias e pesadas que dariam o tom do heavy metal feito nas décadas seguintes.
Starway to Heaven – Led Zeppelin
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Ela começa lentamente, acústica, e cresce até tornar-se épica, pesada, numa síntese do virtuosismo musical dos integrantes do Led Zeppelin. “Starway to Heaven” foi lançada em 1971 e seu sucesso foi tal e tão duradouro que ela é a canção mais executada da história das rádios norte-americanas (fonte:
BBC). Sempre bem-colocada nas listas dos melhores rocks de todos os tempos, seus versos misturam, com um certo tom místico, temas como liberdade, esperança e escolhas. A canção, que se inicia com uma irônica crítica sobre alguém que acha que pode tudo, tem recebido as mais diversas e polêmicas interpretações.
London Calling – The ClashO
punk nasceu com os Ramones e o Sex Pistols, mas foi com o The Clash que ele atingiu seu ponto alto. “London Calling” foi lançada em 1979 como um grito de desespero e revolta em meio a uma atmosfera de deterioração econômica e social. Seus versos descrevem um cenário sombrio de conflito, caos e poucas esperanças, fiel ao lema punk do “
no future”. A canção mostrou um refinamento sonoro e poético no movimento punk que daria o tom de vários estilos e artistas que surgiriam a partir dos
anos 80. A revolta niilista punk que começou em meados dos
anos 70 transformou-se em uma rebeldia engajada com o The Clash.
Smells Like Teen Spirit – Nirvana
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Uma mistura de
heavy metal e
punk sacudiu uma fase modorrenta do rock no começo dos anos 90 com o movimento grunge. A principal responsável por isso foi “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. Apesar da dificuldade de identificar exatamente a letra cantada por Kurt Cobain, o problemático vocalista e guitarrista do Nirvana, a canção soou como um grito amargo de revolta e de liberdade para uma adolescência que emergia na década de 90 ainda mais confusa e perdida. “Smells Like Teen Spirit” virou um marco com sua sonoridade que alterna suavidade e fúria e seus versos contraditórios, que podem ser interpretados como uma crítica irônica à “cultura jovem”.
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Last Nite – The StrokesHá na produção roqueira do novo milênio muita coisa melhor do que “Last Nite” do ponto de vista musical. Mas, foi com ela que os Strokes se projetaram e um novo estilo de rock surgiu para renovar o gênero. O sucesso do grupo abriu espaço para novas bandas ao estilo
indie, como Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Interpol e The Arctic Monkeys, entre outras. “Last Nite” tem uma sonoridade típica das bandas de garagem da virada dos
anos 60 para os
70 e foi o carro-chefe do álbum “Is This It”, um dos mais aclamados do novo milênio. Após o sucesso de “Last Nite” uma onda de novos grupos tem seguido a estética sonora dos Strokes.