Introdução sobre Madonna
Madonna foi eleita a rainha da
música pop nos
anos 80 e desde então não perdeu a majestade. Pode-se até questionar as qualidades de sua voz, mas não dá para duvidar de seu enorme talento em entreter pessoas e se manter em evidência há décadas. Ela sabe compor um repertório com dezenas de
canções que têm se transformado em clássicos da cultura pop, faz shows que são concorridos megaespetáculos de música, dança e imagens, consegue se reinventar musical e visualmente de tempos em tempos e sempre está engajada em algo que a faz ser manchete dos jornais.
 Reprodução Madonna em 1987 na capa da Rolling Stone
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Madonna conquistou poder e influência inéditos para uma mulher na indústria do entretenimento. Ela simbolizou a quebra de vários tabus e atingiu uma popularidade que há três décadas a mantém como uma das mais bem-sucedidas artistas no mundo. Seu sucesso como cantora, no entanto, não se repetiu no cinema, arte em que como atriz ela mais naufragou do que obteve bons resultados. Se nos longametragens Madonna não foi tão brilhante, o mesmo não se pode dizer de seus videoclipes. Ela sempre conseguiu potencializar o impacto dos vídeos de suas canções ao incorporar a eles idéias das culturas jovens alternativas e ter entre os seus colaboradores os expoentes das
indústrias da moda e do entretenimento.
Madonna Louise Ciccone nasceu em 16 de agosto de 1958 em Bay City, Michigan (EUA). Pertencente a uma numerosa família ítalo-americana, ela cresceu nos subúrbios de Detroit. Sua mãe morreu quando ela tinha cinco anos de idade e isso marcou profundamente sua trajetória de vida, refletindo também nas suas canções. Após terminar o ensino médio, ela foi estudar dança na Universidade de Michigan. Antes de terminar o curso, partiu para Nova York no final dos anos 70 e juntou-se ao Alvin Ailey American Dance Theater. Nessa época, ela participou também da turnê do cantor Patrick Hernandez.
 Reprodução
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Madonna formou algumas bandas de
rock em sua estadia em Nova York antes de conseguir ser contratada pela Sire Records em 1982. Mas, ao assinar com a gravadora, logo em suas primeiras canções, ela já revelou as características principais que se tornariam marca registrada de seu repertório, como a batida dançante herdada da
disco music e as letras que cantavam sem melindres sobre amor, sexo e relacionamentos. Nessa primeira safra de canções, “Holiday” foi o seu grande sucesso e abriu caminho para o álbum de estreia lançado em 1983 e que trazia outros
hits como “Borderline”, “Everybody” e “Lucky Star”.
Foi no ano seguinte com o álbum “Like a Virgin” que Madonna entrou definitivamente para o panteão da música pop, de onde nunca mais saiu. As canções “Material Girl” e “Like a Virgin” definiram uma geração e expressaram boa parte da estética e da atitude dos anos 80. Apesar dos críticos torcerem o nariz para os limitados alcances de sua voz, ela soava perfeita para o tipo de música pop que consagraria. Confira na página a seguir como Madonna ocupou e não deixou mais o trono de rainha do pop.
Madonna no cinema Após uma boa performance em sua estreia como atriz no filme “Procura-se Susan Desesperadamente” (direção Susan Seidelman, 1985), a carreira cinematográfica de Madonna não decolou com suas fracas participações em “Surpresa de Shangai” (direção Jim Goddard, 1986) e “Dick Tracy” (direção Warren Beatty, 1990). Ela conseguiria se recuperar parcialmente com os polêmicos “Na Cama com Madonna” (direção Alex Keshishian, 1991), documentário que acompanha uma de suas turnês, e “Corpo em Evidência” (direção Uli Edel, 1993), com suas tórridas cenas sadomasoquistas. A atriz também teve uma razoável atuação como protagonista do musical “Evita” (direção Alan Parker, 1996) e fez uma série de participações em filmes de sucesso como “007 – Um Novo Dia para Morrer” (direção Lee Tamahori, 2002). Mas, na maioria das vezes, suas atuações – como em “Sobrou Pra Você” (direção John Schlesinger, 2000) – são bem abaixo de suas performances como cantora.
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