Números cabalísticos
O personagem Hurley sempre se considerou um azarado. Mas, um dia apostou na loteria os números 4, 8, 15, 16, 23 e 42 e ganhou milhões de dólares. Segundo ele, no entanto, o azar não passou. Perdido na ilha, ele voltou a encontrar esses números. Eles estavam na escotilha encontrada ao final da primeira temporada e surgem em vários objetos no presente e no passado dos sobreviventes (de ampolas de medicamentos na ilha ao portão de embarque do aeroporto em Sydney). Mas, principalmente, esses números deveriam ser periodicamente digitados em um computador para evitar que uma tragédia acontecesse na ilha, segundo o ex-soldado escocês Desmond Hume, um personagem que surge como solitário habitante da estação científica, abaixo da escotilha encontrada, e que não teria ligação com os “outros”. Os números, que já foram insinuados como uma “alegoria religiosa”, ganharam uma explicação num vídeo feito para a Internet pelos produtores da série. Nele, o personagem Alvar Hanso, da Fundação Hanso e da Iniciativa Dharma, explica que os números são o resultado de uma equação criada pelo matemático Enzo Valenzetti (que não existe na vida real). Como o objetivo do matemático era chegar a um cálculo sobre o fim da espécie humana, esses números expressam valores relacionados a isso. Hanso, então, usaria esses números e a Iniciativa Dharma para salvar a humanidade.
![]() ©2008 ABC, Inc. O navio Black Rock desaparecido desde o século 19 aparece encalhado no meio da ilha em "Lost" |
Monstro de fumaça
Já no primeiro episódio os sobreviventes são aterrorizados por um terrível barulho metálico e pela destruição de partes da selva como se um ser gigantesco estivesse indo na direção deles. Uma das vítimas disso que eles acreditam ser uma espécie de monstro é o piloto do avião que é encontrado ferido por Jack, Kate e Charlie, mas que acaba arrancado de dentro da cabine e trucidado. Mas ninguém vê o tal monstro, que no começo cogitava-se ser uma espécie de Pé Grande tropical. O que se passa a ver a partir de um determinado momento, com um efeito sonoro similar ao do monstro, é uma fumaça negra que persegue os sobreviventes. Cogitou-se que a tal fumaça-monstro possa estar relacionada a algum sistema de segurança da ilha.
Paranormalidade e ursos polares
O garoto Walt é pivô de uma série de fatos estranhos que acontecem, não só na ilha como também antes de chegar até lá. Em uma delas, já na ilha, ele está vendo um gibi em espanhol, que encontrou no meio das bagagens, e na historinha aparece um urso polar. Momentos depois, alguns dos sobreviventes são atacados, por incrível que pareça em uma ilha tropical, por um urso polar. Em outro episódio, Walt desaparece na mata, após ter brigado com o pai e este ter queimado seu gibi com o urso polar desenhado. Advinha o que acontece? Um urso polar surge e ataca o garoto. Além dessas, outras passagens insinuam que Walt pode ter algum tipo de poder especial, algum tipo de paranormalidade que, principalmente quando está contrariado, faz coisas ruins acontecerem.
![]() ©2008 ABC, Inc. As belezas naturais da ilha escondem vários dos mistérios que aterrorizam os sobreviventes da queda do avião |
Gente que não envelhece, portais e viagens no tempo
O personagem Richard Alpert aparenta ser um aliado de Benjamin Linus, o líder dos “outros”. Se ele é realmente, talvez não seja o mais importante. O que mais intriga nele é que Alpert não envelhece. Ele aparece em missões no presente e no passado distante (décadas atrás) com a mesma idade. Seria ele um viajante no tempo? A viagem no tempo ganha cada vez mais sentido em “Lost”. Na quarta temporada, várias pistas indicam que ela poderá explicar alguns dos principais mistérios da ilha. Uma das mais contundentes evidências é a presença do físico Daniel Faraday, na quarta temporada. Além de seus experimentos clandestinos com a cobaia Eloise, na Universidade de Oxford (Inglaterra), Faraday pode ele próprio ter se tornado um viajante no tempo. O físico demonstra que o tempo na ilha não passa na mesma velocidade que o mundo exterior e que há coordenadas precisas para poder se chegar ou sair da ilha. Além disso, ele mostrará como enfrentar os efeitos colaterais mortais que podem atingir um viajante no tempo.
Imã gigante
A idéia de que a ilha possa apresentar um poderosíssimo campo magnético é alimentada por uma série de fenômenos. A queda do avião, a cura da paraplegia de Locke e do possível câncer de Rose (uma personagem secundária que ganha espaço a partir da segunda temporada) e a pane em instrumentos de navegação são fatos que podem ser causados pela ação de um poderoso campo eletromagnético. Outra indicação sobre esse poder da ilha está no desaparecimento do navio Black Rock cerca de dois séculos antes.
Um navio desaparecido encalhado no meio da ilha
O Black Rock era um navio de tráfico de escravos que desapareceu no começo do século 19. Na primeira temporada da série, os sobreviventes o descobrem encalhado no meio da ilha. Quando sumiu, o Black Rock transportava uma grande carga de minerais metálicos, que podem ter levado a embarcação a ser atraída pela força de atração magnética existente na ilha. Na quarta temporada, vimos o personagem Charles Wildmore, um milionário aparentemente muito interessado em encontrar a ilha (e também pai da ex-namorada de Desmond), adquirir em um leilão o diário do capitão do Black Rock. Wildmore não poupa recursos para ter o diário porque muito provavelmente ele informa as coordenadas que levaram o Black Rock até a ilha.