Introdução sobre a Legião Urbana

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Conhecer a trajetória da Legião Urbana é mergulhar em um dos momentos mais ricos da música jovem no país. Ao acabar em 1996, quando seu líder, vocalista e compositor Renato Russo morreu por causa de complicações causadas pela AIDS, o grupo já era há tempos um dos melhores do pop-rock brasileiro. E o mais interessante é que continua a sê-lo.

A razão para esse fenômeno são canções que até hoje falam a língua dos jovens, com letras que expressam com precisão poética os sentimentos da juventude. Prova dessa permanência das canções da Legião Urbana foi dada em 2004, quando, oito anos após o final da banda, o grupo emplacou três álbuns entre os 20 CDs mais vendidos no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

Legião Urbana em 1989
Foto de Isabel Garcia
Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá em 1989
Em 14 anos de existência a Legião Urbana criou sucessos que continuam a ser cantados por adultos e adolescentes, tocados pelas rádios, sendo regravados e ganhando novas versões feitas por artistas de diferentes gerações como Pato Fu, Lulu Santos, Ira!, Jerry Adriani, Paralamas do Sucesso e Cássia Eller. Entre esses sucessos estão desde canções mais engajadas e rebeldes, como "Que País é Este", "Índios", "Faroeste Caboclo" e "Geração Coca-Cola", até composições que revelaram Renato Russo como um dos compositores mais líricos da sua geração, entre elas, "Por Enquanto", "Pais e Filhos", "Há Tempos" e "Meninos e Meninas".

Legião Urbana

início: 1982
integrantes: Renato Russo (voz, guitarra/violão, baixo), Dado Villa-Lobos (guitarra e teclados), Marcelo Bonfá (bateria) e Renato Rocha (baixo)
principais influências: punk e pós-punk dos grupos Joy Division, The Smiths, The Cure, Sex Pistols e Buzzcocks
primeiro álbum: Legião Urbana, de 1985
álbum mais vendido: As Quatro Estações, de 1989
último álbum de inéditas: Uma Outra Estação (póstumo), de 1997
fim: 1996