Bonds nos filmes: atores e peças importantes

Autor: 
Ed Grabianowski

A primeira aparição que James Bond fez em frente a uma câmera foi em um piloto para uma série de TV da CBS, baseada em "Cassino Royale", que fracassou e não teve continuação. Os livros de Fleming eventualmente se tornariam uma série de filmes de muito sucesso, começando com "O satânico Dr. No", em 1962. Os 20 filmes oficiais de Bond lançados desde então (antes do lançamento de "Cassino Royale" em 2006) faturaram U$ 3,8 bilhões em todo o mundo, e mais de U$ 1,2 bilhão só nos EUA [Fonte: Giammarco]. Cinco atores diferentes já atuaram como James Bond nos filmes oficiais (há três filmes não oficiais: o piloto da CBS, uma paródia de "Cassino Royale" feita em 1967 e "Nunca diga nunca novamente", de 1983, uma refilmagem de "007 contra a chantagem atômica" surgida de um disputa complicada sobre os direitos autorais). No filme de 2006, um reinício da franquia, Daniel Craig se tornou o sexto Bond.

Sean Connery como James Bond em 'Com 007 só se vive duas vezes'
Imagem cedida por DANJAQ/EON/UA/The Kobal Collection
Sean Connery, primeiro James Bond "oficial", em ação em "Com 007 só se vive duas vezes", de 1967

Sean Connery foi o primeiro James Bond e desempenhou o papel em seis filmes, de 1962 a 1971. Embora diga-se que Fleming não gostou de Connery inicialmente, ele acabou sendo convencido e chegou ao ponto de inserir um pai escocês no universo literal de Bond para refletir a realidade de Connery. O Bond de Connery era mais próximo da versão mostrada nos livros de Fleming, embora ele tenha injetado mais humor no personagem.

Depois, George Lazenby assumiu o papel por um filme, "007 a serviço secreto de Sua Majestade", de 1969. Sem ter experiência anterior como ator, a atuação de Lazenby é amplamente ridicularizada pela maioria dos fãs de Bond. Na verdade, sua carreira de ator praticamente acabou após aquele filme, e Connery assumiu o papel em mais um filme oficial de Bond, em 1971.

De 1973 a 1985, Roger Moore deixou uma marca indelével no personagem. O Bond de Moore costumava ser mais bondoso e feliz do que o de Connery, e foi nessa época que surgiram algumas das façanhas mais raras, como ir a uma estação espacial, super-lasers e outros elementos de ficção científica.

Timothy Dalton como James Bond in '007 Permissão para matar'
Imagem cedida por DANJAQ/EON/UA/The Kobal Collection
Timothy Dalton, o quarto James Bond, no filme de 1989, "007 Permissão para matar", que foi o último filme de Dalton como Bond e o último filme da série por seis anos

A seqüência de dois filmes de Timothy Dalton no final dos anos 1980 foi vista por muitos como um retorno às origens do personagem. Esses dois filmes são mais sombrios e cínicos. Processos legais, porém, emperraram a franquia por vários anos, e quando tudo foi retomado, em 1995, era o momento de um novo Bond.

Pierce Brosnan como Bond em 'O mundo não é o bastante'
Imagem cedida por DANJAQ/EON/UA/The Kobal Collection
Pierce Brosnan, o quinto James Bond, em "O mundo não é o bastante", de 1999 

Pierce Brosnan fez Bond quatro vezes, de 1995 a 2002. Para os fãs mais jovens da série, ele é o único Bond. Seu sorriso cínico e inteligência mordaz são reminiscências do retrato que Moore fez de Bond, mas Brosnan também desenvolveu o personagem.

Daniel Craig como Bond em 'Cassino Royale'
Imagem cedida por Sony Pictures Classics
Daniel Craig, o mais novo Bond, no filme de 2006,
"Cassino Royale"

Daniel Craig é o sexto ator a fazer o papel de Bond e também foi o único loiro a assumir o personagem. Incluindo "Cassino Royale", ele assinou contrato para três filmes. E como com todos os outros "novos Bonds" que vieram antes dele, sua seleção causou alguma controvérsia e irritou alguns fãs da série.

As tramas sobre a Guerra Fria e contra o nazismo utilizadas nas décadas de 1960 e 1970 estavam ultrapassadas quando a franquia retomou seu curso no meio dos anos 1990, deixando o Bond moderno no meio de guerras da mídia, planos terroristas e ameaças de alta tecnologia. Embora cada filme seja único, eles tendem a conter certos elementos, como vamos explorar. 

Ação em ritmo acelerado
O centro de qualquer filme de 007 é a ação acelerada. Perseguições de carro, saltos ousados de prédios ou montanhas, combate corpo a corpo, tiroteios, escapadas de armadilhas mortais no último segundo e até perseguições de barco e avião são vitais para o sucesso de um filme de James Bond. E Bond sempre sai dessas seqüências, algumas vezes absurdas, com desenvoltura e estilo.

Humor
Um filme de Bond não é um olhar duro sobre o submundo da espionagem ou uma visão intelectual da política global. Mesmo nos momentos mais tensos, ele acha tempo para frases de efeito, sempre ditas de maneira seca e com um "meio sorriso".

Daniel Craig e Eva Green em 'Cassino Royale'
Imagem cedida por Sony Pictures Classics
O mais novo James Bond com uma das mais novas "Bondgirls", Eva Green, como "Vesper Lynd": todos os filmes de Bond têm ao menos uma dessas mulheres lindas e perigosas, cuja interação com Bond é um elemento crucial para a história

Insinuações sexuais
Os filmes de 007 não mostram cenas de sexo e nudez, mas Bond sempre conquista  pelo menos uma mulher estonteante. Tão marcantes quanto as cenas são os diálogos entre Bond e as mulheres: trocadilhos, insinuações e referências levemente veladas à atividade sexual são generosamente espalhados por todo o roteiro.

Beleza visual
James Bond não se mete em uma perseguição de carros dirigindo um Fusca em algum subúrbio. Em vez disso, ele dirige uma Lotus Esprit em uma estrada cheia de curvas sobre uma montanha com uma vista estonteante de alguma floresta tropical. Suas missões o levam para praias douradas, selvas vibrantes e até palácios de gelo cristalino. Uma missão, por exemplo, pode obrigá-lo a ir a um leilão de caridade caríssimo organizado na cobertura de algum hotel luxuoso.

Bondgirls
A seleção de cada Bondgirl é quase tão esperada quanto a escolha de um novo James Bond. Não basta uma Bondgirl ser linda, ela tem de ser uma "femme fatale", uma mulher que trará grandes problemas para Bond quando ele inevitavelmente se sentir atraído por ela. Algumas delas são vilãs descaradas, ao passo que outras têm suas próprias histórias trágicas e vulnerabilidades que fazem Bond se sentir como seu protetor. É claro que ele normalmente conquista a garota, mas ela também pode acabar o traindo e até morrer em seus braços.

A seguir, vamos dar uma olhada no mundo de James Bond para além dos livros e filmes.