Blofeld era conhecido por sua cabeça calva, uma cicatriz facial evidente e, de acordo com alguns, seu apego por um gato persa branco. No entanto, ele era famoso por lançar mão de maquiagens elaboradas, máscaras e até mesmo cirurgia plástica para alterar sua aparência. E como se isso fosse pouco, ele foi o responsável direto pelo assassinato da única mulher de Bond, Teresa di Vicenzo. Atualmente, presume-se que ele esteja morto em razão de uma queda de um helicóptero após uma luta com Bond (mas, quando se trata de Blofeld, nunca podemos ter certeza).
Outros inimigos importantes de Bond incluem:
![]() Imagem cedida por Sony Pictures Classics Judi Dench como a mais recente "M", no filme de 2006 "Cassino Royale" |
Felizmente, Bond não teve de enfrentar esses vilões sozinho, pois contou com aliados de dentro e de fora do MI6 que vieram auxiliá-lo nos momentos cruciais de sua carreira como 007:
![]() Imagem cedida por Sony Pictures Classics Carey Lowell como a Bondgirl Pam Bouvier e Desmond Llewelyn como o "Q" original no filme "007 Permissão para matar" de 1989 |
![]() Imagem cedida por Sony Pictures Classics Jeffrey Wright como Felix Leiter em "Cassino Royale", de 2006 |
A origem de Bond
Claro, James Bond é um personagem de ficção, criado pelo escritor britânico Ian Fleming. O começo da vida de Fleming parece-se com a de Bond em certos aspectos: suas carreiras de jornalista e corretor de ações foram interrompidas pela Segunda Guerra Mundial. Ele tornou-se parte da Reserva de Voluntários da Marinha Real em 1939 e trabalhou em um cargo administrativo da Inteligência Naval. De vez em quando, Fleming também realizava missões de campo, incluindo invasão de locais para fotografar documentos importantes. O personagem de Bond, como aparece nos livros, é provavelmente uma versão romanceada do próprio Fleming, com traços adicionais de outras pessoas. Mesmo após sair da Marinha, Fleming desejava ter aventuras, fosse como repórter ou por diversão, mergulhando com Jacques Cousteau, esquiando, escalando montanhas e liderando "expedições" de amigos a lugares exóticos.
![]() Imagem cedida por Amazon Ian Fleming escreveu 13 livros de James Bond entre 1953 e 1964 |
Após a guerra, Flemming voltou ao jornalismo e fazia um retiro anual em uma propriedade na Jamaica que havia batizado de "Goldeneye". Foi nesse lugar que ele escreveu "Cassino Royale" e todos os livros seguintes de James Bond. Após mostrar "Cassino Royale" a um amigo que fazia leituras para uma editora, o romance foi aceito e atingiu um modesto sucesso comercial e de crítica. Fleming escrevia um novo livro sobre Bond a cada ano, eventualmente chegando a 13 deles. Após a morte de Fleming, em 1964, em razão de um ataque cardíaco, foi lançado um livro de histórias curtas sobre James Bond e outros escritores receberam licença para criar mais livros com Bond.
O Bond caracterizado nos livros é um personagem mais realista e obscuro do que charmoso petulante tão conhecido dos fãs de filmes. As superarmas e aparelhos de ficção científica também ficam de fora, e embora o Bond dos livros não sinta prazer em matar, ele não parece se importar muito em fazê-lo também.