Introdução sobre Iggy Pop
Iggy Pop já é uma lenda. Punk uma década antes do
punk existir, ele simboliza e corporifica o que de mais anárquico e provocativo o
rock tem feito. Suas canções são uma mistura de versos insolentes com uma sonoridade rápida, crua, furiosa e pesada. No final dos
anos 60, Iggy Pop à frente dos Stooges fazia performances chocantes e energéticas, o que incluía se lambuzar de pasta de amendoim e rolar num palco cheio de cacos de vidro. Isto é, numa das épocas mais loucas da história, Iggy Pop mostrava-se bem à frente dela.
 Reprodução Iggy Pop na capa da edição brasileira da Rolling Stone em 2006
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James Jewel Osterberg (seu verdadeiro nome) nasceu em 21 de abril de 1947 em Ypsilanti, Michigan (EUA), e cresceu morando num camping para trailers. Na adolescência, foi baterista de uma banda de garagem chamada Iguanas e, em 1966, após abandonar a Universidade de Michigan, foi para Chicago. Mas não ficou muito tempo por lá. Inspirado pelo
blues local, ele rumou para Detroit e junto com os irmãos Ron e Scott Asheton, seus amigos de infância, formou a banda Psychedelic Stooges.
Mas não foi só a influência do blues elétrico e do rock industrial de Detroit, feito pelo MC5 por exemplo, que fez a cabeça de Iggy Pop. Um dos fatores mais impactantes para ele foi descobrir o Velvet Underground, banda novaiorquina de Lou Reed e John Cale. Um vocalista que não sabia cantar direito e um som experimental mostraram a Iggy que era possível fazer rock sem ser um instrumentista virtuoso ou uma voz afinada. Esse, aliás, seria um dos princípios mais importantes do punk rock que eclodiria quase uma década depois.
 Reprodução
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Em 1969, já chamando apenas The Stooges, eles lançaram o primeiro álbum produzido justamente por John Cale, do Velvet Underground. O disco trouxe duas canções que virariam clássicos do rock e precursoras da sonoridade e poética do punk: “I Wanna Be Your Dog” e “No Fun”. Logo a seguir, os Stooges surgiam com mais um petardo sonoro de fúria e energia: “Fun House”. Os dois álbuns e as performances insanas de Iggy no palco, que incluíam seus mergulhos sobre a plateia, tornaram os Stooges cultuados na cena independente norte-americana.
Mas o sucesso na cena alternativa não garantia vendagens astronômicas dos álbuns e, além disso, Iggy Pop cada vez mais se afundava no vício em heroína, que o levou a se afastar dos shows. Nesse período longe dos palcos e estúdios, Iggy foi procurado por
David Bowie que o ajudou a se recuperar e produziu o retorno dos Stooges. E o apoio de Bowie deu certo. Em 1973, com ele à frente da produção e da mesa de mixagem, os Stooges lançaram “Raw Power”. Considerado um dos mais importantes álbuns da história do rock – o disco teria influenciado do punk ao movimento grunge – “Raw Power” mostra os Stooges em plena forma e traz canções impactantes como “Search and Destroy”.
A importância dos Stooges só seria reconhecida anos mais tarde, bem depois da separação deles em 1974. Iggy só retornaria à cena em 1977. Com o lançamento de “The Idiot” e “Lust for Life”, ambos produzidos e contando com parcerias de David Bowie, ele finalmente conheceria o sucesso comercial. Leia na próxima página sobre o voo solo de Iggy Pop nos
anos 80 e a volta dos Stooges em 2003.}
Quem é quem nos Stooges O grupo que projetou Iggy Pop e que tornou-se uma referência para o punk nos anos 70 e para o movimento grunge nos anos 90 tinha na sua formação inicial o baixista Dave Alexander, o guitarista Ron Asheton e o baterista Scott Asheton, além de Iggy no vocal. Alexander morreu em 1975 e foi substituído no reencontro do grupo pelo baixista Mike Watt. O guitarrista Ron Asheton, um dos melhores amigos de Iggy Pop, foi encontrado morto em janeiro de 2009.
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