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Seria uma injustiça com Marilyn Monroe finalizar a história com sua morte trágica, já que de muitas maneiras ela continua viva na memória das pessoas. Seu estrelato não somente sobreviveu às últimas três décadas, como até aumentou.
Algumas pessoas afirmam que Marilyn tem mais fãs depois de morta do que tinha em vida. Essa afirmação é sustentada pelo grande número de fã clubes ao redor do mundo, a renovada popularidade de seus filmes devido ao formato em vídeo e sua identidade como ícone da cultura pop americana.
Trabalhando para a Twentieth Century Fox nos anos 50, a talentosa Sheree North finalmente deixou sua marca como uma atriz confiante
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Mesmo em vida, Marilyn alcançou um grau de popularidade que ultrapassou o de muitos colegas. Seu poder como estrela foi resultado do sucesso de seus filmes, do incrível contrato que negociou com seu estúdio e de toda a publicidade que ela gerou na mídia.
Ela também inspirou muitos imitadores durante sua vida. E foi esse fenômeno, em particular, que alavancou sua popularidade.
Seu sucesso inspirou estúdios rivais a "cultivar loiras vertiginosas". E aparentemente, da noite para o dia, surgia uma safra de belezas que imitavam a aparência física da Marilyn para ver quem seria a "próxima Marilyn Monroe".
Algumas dessas estrelas eram talentosas e também tiveram seus fãs. Outras, que simplesmente imitavam o cabelo de Marilyn ou sua voz provocante, rapidamente saíram de cena.
Jayne Mansfield se juntou a Marilyn no contrato da Twentieth Century-Fox nos anos 50. Embora tenha sido uma comediante de talento, Mansfield sempre ficou à sombra de Marilyn.
Desde o momento em que Jayne apareceu em cena na versão da Broadway de "Will Success Spoil Rock Hunter?", ela foi comparada e, às vezes, até igualada à loira mais famosa do mundo. Como Marilyn, ela tinha uma ardente ambição de se tornar uma estrela de cinema e trabalhou muito para construir sua própria imagem por meio de grandes golpes de publicidade.
Mas diferentemente das outras imitadoras de Monroe, Mansfield era uma espirituosa atriz com dom para a comédia. De qualquer forma, o sucesso que ela alcançou veio de papéis em que ela parodiava Marilyn Monroe.
Como beleza e estereótipo são muito valorizados nesse ramo, as chances de Mansfield escapar das inevitáveis comparações com Marilyn eram quase impossíveis. Apesar dos triunfos hollywoodianos como "The Girl Can't Help It" e a versão cinematográfica de "Rock Hunter", as qualidades de Mansfield foram consideradas limitadas e sua carreira acabou rapidamente depois de 1960.
A atriz Jayne Mansfield foi substituída por Sheree North, a "segunda loira vertiginosa" da Fox. North era uma dançarina dinâmica e talentosa, mas o estúdio a usava somente como uma ameça para manter Marilyn na linha.
Quando Marilyn se recusou a fazer "Como usar as curvas" e "The Girl in Pink Tights", a Fox ameaçou trocá-la por North.
No fim, penteada e maquiada para se parecer com a Marilyn, North estrelou em "Como usar as curvas". O papel havia sido desenvolvido para se adequar à imagem de Marilyn, não aos indiscutíveis talentos de North, e o resultado não foi o que o estúdio esperava.
Pouco depois de Mansfield ser contratada pela Fox, North desapareceu da telona e não retornou por mais de uma década.
Outros estúdios promoveram suas próprias versões de Marilyn Monroe, mas nenhum desses concorrentes conseguiu encontrar em uma única pessoa a combinação de sagacidade, inteligência nata e beleza sensual.
![]() Mamie Van Doren foi a sereia sexy da Universal Pictures, mas sua carreira parou nos filmes de baixo orçamento |
Mamie Van Doren estrelou em filmes cult clássicos e de baixo orçamento como "High School Confidential!" e "Untamed Youth", e foi a sereia sexy da Universal Pictures durante todo o fim do anos 50.
Van Doren conseguiu um papel coadjuvante em "Um amor de professora", uma grande produção que contou com Clark Gable e Doris Day, mas na maior parte das vezes, ela só conseguia papéis em filmes de baixo orçamento.
Muitas das cópias de Monroe exageraram tanto no lado sexual de sua imagem, que isso as levou para um único tipo de personagem com conotações sexuais. De modo geral, suas carreiras seguiram de maneira inconsistente nos estúdios e elas acabavam partindo para trabalhos freelance em produções realmente ruins.
Esse grupo de imitadoras da Marilyn inclui Joi Lansing da MGM, Beverly Michaels e Cleo Moore da Columbia e Diana Dors da RKO. E elas nunca foram além de pequenas participações em grandes filmes ou em filmes de segunda categoria como "The Atomic Submarine", "Blonde Bait", "One Girl's Confession", e "Blonde Sinner", respectivamente.
Talvez a pessoa que mais se aproximou do físico e da sensualidade marcante de Marilyn foi a atriz sueca Anita Ekberg, mas Ekberg não tinha o ar inocente de Marilyn, tampouco seu dom para a comédia. Ela também escolheu um ramo diferente do de Marilyn, aparecendo mais em filmes europeus, inclusive no filme de Federico Fellini "La Dolce Vita".
![]() A majestosa Anita Ekberg
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