 Reprodução Quadro hiper-realista de Richard Estes
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Hiper-realismo, também chamado de
foto-realismo ou
super-realismo, foi um movimento artístico que surgiu nos Estados Unidos nos
anos 1960 em que os artistas procuraram criar imagens altamente realistas, que reproduziram não a natureza ou as coisas diretamente, mas sim as imagens obtidas dessas coisas por meio da fotografia ou outras técnicas. Artistas como Richard Estes, Ralph Goings, Audrey Flack, Robert Bechtle, Duane Hanson, John De Andrea e Chuck Close procuraram reproduzir o que as câmeras podiam registrar. Assim como os artistas da
Pop Arte, movimento que o precedeu, os artistas do hiper-realismo tinham como objetivo destruir as hierarquias na
arte ao incluir como tema de suas obras as cenas cotidianas envolvendo objetos e atos de consumo e o imaginário dos negócios e da publicidade. Normalmente, os artistas hiper-realistas projetavam uma imagem fotográfica sobre o suporte de sua obra e usavam um aerógrafo, equipamento que nunca toca a tela e não deixa marcas como as do pincel, para reproduzir os efeitos de uma foto. Isso levou a crítica e o público a considerar que o hiper-realismo produzia quadros que pareciam fotografias.