Em um artigo intitulado “Hip-hop Japonês e a Globalização da Cultura Pop”, Ian Condry menciona o quanto pode ser estranho voar de Nova York para Tóquio e encontrar jovens vestidos no mesmo estilo hip-hop que ele vê nos Estados Unidos. Mas ele diz que, embora tudo pareça igual, isso não é fato. A cultura do hip-hop que os jovens tomam de empréstimo logo se submete às dinâmicas culturais locais. Os b-boys e b-girls de outros países acrescentam toques regionais à mistura [fonte: Condry].

China Photos/Getty Images
Na Itália, onde a cultura do hip-hop e o rap têm forte popularidade e crescente número de seguidores já há duas décadas, os rappers rimam em seus dialetos locais. De acordo com artigo do “New York Times”, “cerca de 50% dos italianos ainda falam dialetos, pelo menos em família, e a musicalidade da maioria desses dialetos se adapta bem às rimas e às cadências do rap”. Os assuntos do rap italiano, embora mais recentemente o estilo tenha tomado por tema principalmente o amor e outros tópicos convencionais, incluem toda espécie de tópico, da Máfia à corrupção do governo, passando pelos moradores de rua e os viciados em drogas - da Itália, não de Nova York [fonte: Povoledo].
Movimentos musicais já atravessaram barreiras no passado, mas o hip-hop é mais que apenas música. É uma forma de vida que abrange movimento físico e expressão pessoal. Como escreveu S. Craig Watkins, “sim, o hip-hop foi fonte de lucros espantosos, mas também de espantosa força de expressão e de poder para os jovens” [fonte: Watkins].
O amplo alcance do hip-hop está vinculado à comercialização do movimento. Watkins aponta que gravadoras, empresas de moda, fabricantes de material esportivo e até empresas de alimentos e bebidas vendem produtos usando o estilo de vida hip-hop em sua publicidade, e alardeando como seus calçados, bebidas ou sanduíches se encaixam a ele.
Outro elemento chave que ajuda a difundir o hip-hop é a Internet. Em nenhum outro momento da História pessoas que vivem em circunstâncias tão díspares, em lugares tão distantes no mundo, puderam se comunicar como hoje podem. Um site, o Global Grind, pretende ser “o destino definitivo da comunidade hip-hop “ [fonte: Global Grind (em inglês)]. Criado por Navarrow Wright, ele conta com o apoio de alguns pesos pesados: na comunidade do hip-hop, o Island Def Jam Group, de Russell Simmons; e na comunidade da Internet, a Accel Ventures, que investiu também no Facebook [fonte: Holahan].
O Global Grind não é o único ponto quente de informações sobre hip-hop disponível na rede mundial de informações. Outros sites de redes sociais que giram em torno do hip-hop incluem o BlockSavvy e o DanceJam. O BlockSavvy se parece com o MySpace. O DanceJam, co-fundado por MC Hammer, vai um passo além das redes sociais e inclui vídeos em câmera lenta para ensinar passos de dança. O site planeja lançar recursos regionais, que poderiam ter imenso impacto sobre os estilos de dança em todo o mundo. Os fundadores do site aparentemente esperam que, no futuro, os usuários possam “procurar por qualquer grande cidade no DanceJam e aprender os passos de dança mais quentes da área, antes de uma viagem para lá” [fonte: Van Buskirk].
Para mais informações sobre hip-hop, música e assuntos relacionados, siga os links da próxima página.