![]() Foto da NBC: Chris Haston Adrian Pasdar como Nathan Petrelli no episódio "Five Years Gone" |
O departamento de efeitos especiais precisou produzir dois cenários bastante diferentes em Manhattan, além de vários efeitos de superpoderes para o "Five Years Gone". Também precisou colocar Nathan Petrelli (Adrian Pasdar) na frente da Casa Branca e no Ground Zero antes de fazê-lo voar pelo horizonte de Nova York.
Os artistas apresentaram uma Manhattan pós-nuclear em uma pintura opaca de 3.505 por 2.785 pixels, que incluía animação para os veículos em movimento, aviões e guindastes de construção. Para que a personagem de Hiro Nakamura (Masi Oka) interagisse com seu próprio futuro, a cena de quatro minutos e meio foi filmada em quatro passagens em 35mm usando uma grua e uma câmera tipo Hot-Head - a cabeça de uma câmera com controle remoto.
Para a cena em que o presidente Petrelli segue para seu helicóptero no jardim da Casa Branca, Pasdar andou na frente de um cromaqui, feito com um modelo gerado por computador da Casa Branca apresentado em uma resolução de 2.922 por 1.644 e melhorado com um cenário criado por ilustradores.Para o aparecimento de Petrelli no memorial do Ground Zero, foram necessários uma tela verde, cenários criados em computador e vários elementos de computação gráfica. Seu vôo solitário, na cena seguinte, envolveu mais de 200 horas de trabalho de artistas tridimensionais, ilustradores e tipógrafo. O tipógrafo criou um modelo de tela verde de Pasdar e um modelo de computação gráfica (feito com o software simulador do Maya Cloth) e os juntou aos elementos cheios, um cenário do local do memorial e uma animação da cauda do avião a jato.
Os desafios técnicos do episódio também incluíram Peter Petrelli (Milo Ventimiglia) exercitando o poder da invisibilidade, feita através da tela dividida, do rotoscópio e de filtros de distorção de vidro. Foi usado um processo semelhante (mas com um efeito ondulado de computação gráfica em vez de um filtro de distorção) para mostrar Sylar (Zachary Quinto) andando pelas paredes. Para a luta final entre Peter e Sylar, os especialistas em efeitos especiais usaram o software Lightwave para criar elementos animados de computação gráfica de fogo e gelo.
As telas divididas e o uso do rotoscópio ilustraram o tempo congelado e, quando os atores tinham que ficar em uma posição em que não conseguiam se equilibrar, equipamentos os sustentavam e eram retirados depois da produção. Finalmente, para criar uma visão transpassada de Manhattan, hoje, foram utilizados um cenário em 270º, o software de rastreamento Boujou, além de elementos de computação gráfica e tela verde.
Hayden Panettiere, cuja personagem, Claire Bennet, desafia constantemente a morte, passou bastante tempo no departamento de efeitos especiais, principalmente para maquiagem e colocação de próteses. Um episódio, "The Homecoming", foi particularmente cansativo, pois ela passou seis horas simulando queimaduras e tendo seu corpo escaneado pela computação gráfica. Em outro episódio, é feita a autópsia de Claire, graças a uma prótese colocada no peito de Panettiere. Ela se lembra de ter ficado perambulando com o sangue pingando em todo lugar. "Sou como um pedaço de carne", diz ela. "Fui grelhada e fatiada".
Na próxima página, descobriremos o que acontecerá com seus personagens favoritos na segunda temporada - e daremos uma olhadela rápida em alguns novos rostos.
"Preciso saber o que colocar no desenho, o período do dia, o que as pessoas estão vestindo", diz Sale. "Funciona melhor se o filmarem primeiro, mas nem sempre eles têm tempo de fazer isso". Sale, que é daltônico, trabalha em preto e branco, e um colorista preenche as tonalidades. "Existe muita coisa antes e depois", afirma Tim Kring, "mas com o uso do e-mail, podemos ver o progresso das imagens JPG à medida que ele trabalha nelas". Sale também colaborou com "Heroes" de outra forma criativa - a fonte nos créditos foi criada a partir de sua caligrafia. |