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Se você perguntasse ao pessoal de A&R, eles responderiam que estão sempre abarrotados de novos materiais, e que por isso eles raramente têm tempo de ouvir os inúmeros CDs demo que recebem de amigos, agentes, gerentes, advogados e outras fontes confiáveis. Com poucas pessoas atuando nesses departamentos e centenas de bandas e cantores aspirantes por aí, pode-se imaginar a dificuldade que é ingressar na indústria fonográfica.
A melhor maneira de descobrir qual o tipo de talento que o pessoal de A&R procura e a forma como eles o encontram consiste em adquirir amostras das opiniões de executivos de algumas das principais gravadoras. Por exemplo, Tim Devine (em inglês), da Columbia Records (em inglês), trabalhou no ramo por tempo suficiente para conhecer muitas pessoas. Ele olha primeiro os CDs demo que lhe são fornecidos pelas empresas mais confiáveis e trabalha a partir dessa descoberta. Outros executivos, como Max Gousse (em inglês), da Epic Records (em inglês), examinam se há lacunas no mercado da indústria fonográfica. Talvez Gousse procure um gênero de artista que, segundo sua percepção, esteja produzindo um tipo de música diferente do que está nas lojas. Para ler mais sobre como os executivos de A&R encontram talentos, confira "Record Label 101" no Record Labels and Companies Guide (em inglês), um guia de empresas e gravadoras.
Também é importante lembrar que quando os executivos de A&R descobrem e promovem determinado artista, estão colocando em jogo o próprio nome. Se o artista não fizer sucesso, o seu emprego pode estar sob ameaça. À medida que se esclarece esse aspecto da indústria fonográfica, é possível perceber a dificuldade para uma banda alcançar o sucesso sem o contrato de uma gravadora. No entanto, enquanto muitas bandas são recusadas, algumas ainda chegam ao estrelato por meio dos A&R. Quando uma gravadora descobre um artista, toda a máquina inicia o trabalho de produção, promoção, marketing, distribuição e venda dos álbuns.