Como funciona G.I. Joe
G.I. Joe: o brinquedo que fez história
Onde houver um problema, ele estará lá. Quando tudo falhar, ele é a única esperança. Há décadas a criançada cria aventuras em que ele é o personagem principal. No Brasil, teve uma época em que o chamavam de Falcon. Depois, ele passou a fazer parte de uma equipe, que virou
Comandos em Ação. Mas mundialmente ele sempre foi mais conhecido como G.I. Joe.
Tudo começou nos
anos 60 quando foi lançado um boneco articulado destinado a garotos. O sucesso da
Barbie junto às meninas incentivou a indústria de brinquedos norte-americana Hasbro a investir na ideia de criar um heroico soldado dotado de bravura e equipamentos que o tornavam praticamente invencível. Num mundo mergulhado na paranóia da
Guerra Fria, essa parecia ser mais uma boa forma de ganhar dinheiro.
 Divulgação G.I. Joe: de bonecos articuláveis para o cinema em carne e osso
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Após um ano de desenvolvimento chegou ao mercado em 1964 uma série de bonecos de cerca de 30 cm de altura compostos por 21 partes móveis. A novidade chamava-se G.I. Joe e inaugurou uma era de brinquedos baseados em figuras de ação articuláveis. A inspiração para o nome veio do filme “A História de G. I. Joe”, um sucesso no cinema duas décadas antes (o termo “G.I” é usado para descrever os membros das forças armadas americanas ou seus equipamentos).
G.I. Joe começou com uma coleção de 75 itens, que incluía uma variação do boneco como soldado do Exército, da Marinha, da Força Aérea ou dos Marines e uma série de equipamentos militares, desde vestimentas até veículos de transporte e armamentos. Em apenas um ano o novo brinquedo já era um sucesso, com cerca de duas milhões de unidades vendidas. Em 1967, a Hasbro resolveu incluir uma personagem feminina na coleção, que não foi bem aceita pela molecada, e a enfermeira G.I. Joe tornou-se um dos maiores fiascos de vendas.
 Divulgação Cena do filme "G.I. Joe: a origem de Cobra"
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Nos
anos 70, a pressão da opinião pública contra a Guerra do Vietnã resultou num G.I. Joe mais empenhado em lutas contra a natureza do que contra seres humanos. Surgiram também as versões do brinquedo como
astronauta, mergulhador ou explorador. Ao longo da década características de personagens bem-sucedidos nas
séries de TV, como “Kung-Fu” e “Cyborg – O Homem de Seis Milhões de Dólares”, foram incorporadas ao brinquedo. Essas e outras novidades, como olhos que se movimentavam (
eagle eye vision), não evitaram que a crise do petróleo e o aumento dos custos da matéria-prima encerrassem a produção dos bonecos após mais de uma década de sucesso.
Mas em 1982 o “verdadeiro herói americano” estava de volta. Só que agora ele não era um soldado solitário. Ele fazia parte de uma equipe, um grupo de elite no combate ao terrorismo. Desta vez, as mulheres ganharam espaço na brincadeira. Scarlett tornou-se a primeira versão feminina dos G.I. Joe. Junto aparece também a arquiinimiga organização terrorista Cobra. Outra novidade foi o lançamento de
histórias em quadrinhos pela Marvel e de uma série de
animações na TV sobre os G. I. Joe. Com tanta exposição, os G.I. Joe tornaram-se um ano após o seu retorno um dos brinquedos mais vendidos nos Estados Unidos. De lá para cá, surgiram novos personagens, alguns inspirados em figuras históricas, recursos sofisticados, como um porta-aviões com dois metros de comprimento e armas com efeitos sonoros, e missões de combate a ameaças ambientais e futuristas. Apesar da sofisticação nos recursos, ao longo das décadas a ideia dos G.I. Joe como combatentes do bem contra o mal continua a prevalecer. Após quatro décadas de sucesso junto à criançada, os G.I. Joe chegam finalmente em carne e osso ao cinema. Saiba um pouco mais sobre o filme na próxima página.
Quanto vale um G. I. Joe Brinquedo que é sucesso desde os anos 60, os bonequinhos do G.I. Joe viraram item de colecionador. Principalmente os mais antigos e aqueles que tiveram vida curta. Para se ter uma ideia da valorização dos G.I. Joe “vintages” basta dar uma olhada em antiquários ou em sites de leilão. Em um deles, uma coleção completa de G.I. Joe, que inclui todos os bonecos e acessórios lançados entre 1982 e 1989, estava à venda em julho de 2009 por cerca de US$ 50 mil. Um único G.I. Joe “sea adventurer” de 1970, lacrado na caixa original, estava sendo vendido por US$ 25 mil. Já um boneco novo G.I. Joe, da série “G.I. Joe: the rise of Cobra”, custa entre US$ 20 e US$ 30.
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