Funk: da disco music ao funk-metal
Na segunda metade dos
anos 70, a influência do funk na
música pop resultou no surgimento de um novo ritmo que dominou as pistas de dança dos clubes noturnos das grandes cidades e as paradas de sucesso. Esse tipo de música recebeu o nome de “discothèque” – palavra francesa que significa coleção de discos, mas que nesse caso se referia aos locais em que as pessoas iam para dançar. Apesar da nítida influência da batida funk e da temática sensual do gênero, a
disco music trouxe uma diluição da agressividade rítmica do funk.
 Reprodução
|
O funk tradicional, surgido nos sons de James Brown uma década antes, se transformou e cada vez mais se mesclou a outras sonoridades, como a
música eletrônica, a música pop e o
rock. Logo após a febre da
disco music, a influência do funk volta a aparecer no pop-rock dos
anos 80 nos sons dançantes criados por Prince e Michael Jackson ou no rock do Living Colour.
Sua influência se estenderia também sob a nascente cultura
hip-hop. O rap (
rhythm and poetry), estilo musical que caracterizou o hip-hop, se constituiu a partir de uma colagem de gêneros da música negra como o
blues, o reggae e, notadamente, o funk. Muitos sucessos do funk tradicional, principalmente os de James Brown, foram sampleados pelos artistas do hip-hop e o funk passou a ser a sonoridade de fundo de muitas das primeiras canções rap.
A influência da batida funk se estenderia também ao
heavy metal, principalmente nos anos 90, criando um estilo conhecido como funk-metal, no qual o baixo ganha mais importância e destaque do que a guitarra. Esse estilo fez o sucesso de grupos como Suicidal Tendencies, Red Hot Chilli Peppers e Faith No More.
Na mesma época, a influência do funk chegaria também à música eletrônica pop, como é perceptível em estilos como a
house music. A música eletrônica, por sinal, seria responsável junto com o rap por uma radical reinvenção do funk nos anos 90, que resultaria no que ficou conhecido como som de Miami ou “Miami bass”.