O sucesso desse método depende de como o diretor filmou. Alguns diretores compõem cada tomada tanto com a imagem em soft-matting quanto com a imagem completa em mente. Quando olham na câmera, vêem a imagem completa exposta à película e um retângulo sobreposto indica a relação entre altura e largura cinematográfica. Nesse caso, o que mais se perde na formatação do vídeo é a composição visual. Então, se o seu interesse principal for seguir a trama de um filme e não tanto sua cinematografia, uma versão full-frame de um filme rodado em soft-matting provavelmente vai lhe cair bem. Um filme full-frame desse tipo não corta muito da informação visual, então você não irá perder detalhes ou pontos da trama por estar assistindo a uma versão Pan & Scan de um filme anamórfico ou feito em hard-matting.
No entanto, a imagem full-frame de um filme rodado em soft-matting nem sempre é utilizável. Muitos diretores rodam seus filmes em soft-matting mas ignoram por completo o que há por fora do matting cinematográfico. Se você pegar uma imagem completa desse tipo de filme, poderá até chegar a ver microfones suspensos, lâmpadas e aparelhos pendentes. Além disto, se o filme incluir efeitos visuais especiais (em inglês), haverá uma grande chance de eles terem sido aplicados apenas à porção que corresponde à relação entre altura e largura cinematográfica da imagem. Pode ser que algumas tomadas sejam utilizáveis e outras não. Neste caso, o formatador de vídeo pode escolher entre combinar tomadas full-frame com a formatação Pan & Scan para a imagem cinematográfica feita em soft-matting.