Compressão e cropping

Se um filme foi feito com o uso de lentes anamórficas, está concebido por completo em formato 1.37:1, e pode ser apresentado sob formato full frame na televisão sem muita perda de imagem. O problema é que essa imagem fica gravemente comprimida e parece estar alongada. A maioria do público acha isso perturbador, por isso, esse sistema não é muito usado. Alguns produtores de vídeo lançaram filmes desta maneira nos primórdios do vídeo caseiro, mas hoje em dia, o único momento em que é provável que se veja esse tipo de concepção é no início dos filmes, para ajustar os créditos que se espalham largamente pela tela. A opção mais popular recentemente tem sido o formato letterbox aplicado à seqüência que contém os créditos de abertura.

Outro método que vem dos primórdios do vídeo é o cropping. Esse termo costuma ser usado para descrever a supressão de parte do filme cinematográfico original, mas também se refere a um método de formatação específico. Nessa técnica original de corte, o formatador apresenta apenas a parte central do filme cinematográfico no vídeo. Os filmes, cujas imagens são aparadas, costumam ter cinematografia de má qualidade e, na verdade, podem ser complicados de se assistir. Isto acontece porque a técnica ignora qualquer coisa que apareça nas laterais da tela, assumindo que a parte mais importante da ação vai se dar no meio dela, pelo menos parcialmente. Numa versão de filme ao qual se aplique o processo de cropping, talvez um personagem menor, que esteja somente na parte mais distante da lateral esquerda de uma tomada, nem chegue a aparecer. Uma cena particularmente irritante se dá quando dois personagens conversando ficam em um dos lados da imagem. O público observa apenas uma parte da face de cada pessoa aparecendo na tela nada, além de um espaço vazio, ocupando todo o resto. Felizmente, esta técnica já foi praticamente deixada de lado.