Alguns diretores chegam a se envolver profundamente com o processo de formatação e outros tendem a segui-los. O falecido Stanley Kubrick fez seus filmes mais recentes tendo em mente tanto a relação entre altura e largura cinematográfica quanto para a própria televisão, e James Cameron, que usa um formato de filme especial, cria ambas as versões ao fazer seus filmes. Os criadores da animação digital "Vida de Inseto" chegaram a recriar muitas das imagens do filme, deixando os personagens mais próximos uns dos outros de forma que aspectos mais importantes para a trama aparecessem na versão do vídeo full-frame. "Vida de Inseto" também é um caso interessante porque a versão para vídeo não foi formatada a partir do filme, e sim tirada diretamente das imagens digitais originais do computador. Nesses casos, as versões para vídeo continuam sendo uma peça diferente da versão cinematográfica, mas pelo menos ambos os trabalhos vêm de um mesmo criador.
No futuro, a maioria das pessoas terão televisões mais largas, o que fará com que a tradução de filme para vídeo se torne mais simples. Os atuais aparelhos de televisão widescreen têm um relação entre altura e largura de 16:9, o que é bem próximo da relação de 1.85:1 que costuma ser usada nos filmes modernos. Se você assistir a um filme em formato full-frame 1.85:1 em uma televisão widescreen, perderá apenas uma pequena parte da imagem nas laterais. Se você assisti-lo em formato letterbox, as barras pretas da parte de cima e de baixo serão quase imperceptíveis.
Mas se você pegasse um DVD padrão letterbox e o reproduzisse em uma televisão widescreen, a televisão teria, essencialmente, que aumentar a imagem do DVD para que toda a largura da tela fosse utilizada. Este aumento não proporciona uma resolução melhor, uma vez que a imagem do DVD, na verdade, foi criada para uma tela de televisão convencional, com espaço de resolução ocupado pelas barras pretas no alto e embaixo da tela. Por esse motivo, os fabricantes de DVD desenvolveram recentemente DVDs anamórficos. Os filmes são armazenados em DVDs anamórficos sob a forma de imagem comprimida 1.33:1, que é algo parecido com a imagem da película de um filme gravado com lente anamórfica. Quando se reproduz o DVD em uma televisão widescreen, o player descomprime a imagem de forma que ela ocupará toda a tela. Ao reproduzi-lo em uma televisão convencional, o player condensa a imagem verticalmente e adiciona barras pretas no alto e embaixo.
As histórias do filme e da televisão sempre se relacionaram e é plausível dizermos que continuarão a se influenciar mutuamente no futuro. As imagens da televisão ainda ficam atrás das imagens dos filmes em matéria de tamanho e resolução, mas estão se tornando cada vez maiores e mais nítidas, diminuindo as diferenças (veja Como funciona a televisão de alta definição (HDTV)). Esses avanços provavelmente diminuirão o movimento nos cinemas, no entanto, podem levar a uma nova revolução nas apresentações cinematográficas assim como a enxurrada de filmes widescreen que se iniciou nos anos 50 e 60. Se isto acontecer, os formatadores de vídeo terão que lidar com novas questões na área de formatação.
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