O que acontece quando um planeta explode?

Existe bastante controvérsia em torno da Estrela da Morte. Além dos óbvios tópicos associados com a destruição de um planeta inteiro, existem sempre as preocupações com os efeitos que tal destruição poderia trazer sobre outros planetas no mesmo sistema.

Então, o que acontece aos outros planetas do mesmo sistema quando um deles é completamente destruído pela Estrela da Morte?

Para responder a esta pergunta, procuramos F. Todd Baker, professor do Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Georgia. Sua resposta foi a seguinte:

Para responder essa questão, deve-se avaliar quais outros corpos celestes estão sendo significativamente afetados pela presença do planeta antes que ele seja destruído. Na maioria dos casos, poderá ser visto que apenas seus satélites naturais se enquadram nessa categoria. O efeitos de um planeta sobre outro geralmente só se percebem no caso de planetas muito grandes. Por exemplo, o planeta Netuno foi descoberto depois de observado que a órbita de Urano não coincidia exatamente com a que se previa anteriormente segundo as leis de Kepler (em inglês), pela qual assume-se que o movimento de todos os planetas esteja sob influência apenas da gravidade do sol.

Com relação às luas do planeta, o movimento subseqüente seria a determinação do que aconteceria com os resíduos do planeta. Naturalmente a "destruição" de um planeta não significa que sua massa vá desaparecer - ela é apenas redistribuída. Alguns cenários possíveis:

  1. Suponhamos que a terra transforme-se em uma nuvem de fragmentos com dez vezes o raio do nosso planeta atualmente. Essa nuvem continuaria a orbitar em torno do sol da mesma forma que faz hoje (a duração do ano ainda seria a mesma) e a lua continuaria em órbita em volta dessa nuvem assim como faz com a Terra agora (a duração do mês ainda seria a mesma). Supõe-se que a nuvem de fragmentos seja grosseiramente simétrica;

  2. Admita que a aniquilação seja tão catastrófica que os resíduos fiquem completamente dispersos mantendo uma forma simetricamente esférica. Tão logo alguns resíduos ultrapassassem a órbita da lua, a força gravitacional do nosso satélite começaria a diminuir e sua órbita seria continuamente alterada, até que finalmente ela orbitaria em torno do sol e percorreria um trajeto aproximadamente igual ao da órbita atual da Terra. Todos os fragmentos também acabariam orbitando o sol com muitos tipos de órbita diferentes e de forma bastante semelhante à dos asteróides e cometas hoje. Alguns terminariam em órbitas resultantes de terem colidido com o sol;

Para obter mais informações sobre a Estrela da Morte e tópicos relacionados, confira os links na página seguinte.

Um agradecimento
Um agradecimento especial ao professor F. Todd Baker pela sua ajuda na redação deste artigo. Caso deseje perguntar algo a ele, participe do "Ask The Physicist" ("Pergunte ao físico") do Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Georgia.