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Em 1998, o diretor do Teatro Bolshoi de Moscou, Alexander Bogatyrev, passou a desenvolver um projeto cujo intuito era expandir a metodologia da Escola Coreográfica de Moscou para outros países. Antes de apresentá-lo ao Brasil, Alexander chegou a mostrar o projeto para o Japão e os Estados Unidos, porém, nenhum dos dois países demonstrou interesse em seguir a metodologia russa, já que não tinham afinidade nem com a arte e muito menos com o país de origem.
Ao apresentar o projeto para o Brasil, porém, a história foi diferente. Prontamente a proposta foi encampada por Joinville (SC), cidade com uma tradição na arte da dança. O município sediava desde 1983 o maior festival de dança do Brasil. A inauguração da Escola aconteceu em 15 de março de 2000.
Hoje a Escola, que conta com um espaço de sete mil m2, oferece um curso e dois estágios modulares para os alunos. O curso (Educação Profissional de Nível Técnico com Habilitação em Dança – Artista de Ballet) prevê a formação técnica em artes e dura oito anos. Para ingressar é necessário que a criança tenha entre sete e nove anos, para que possa cumprir as chamadas “oito séries” do curso.
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Imagem cedida pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil Crédito: Nilson Bastian |
Não é necessário ter conhecimento prévio em dança, mas alguns requisitos são essenciais. O processo de seleção é bastante rigoroso já que o curso oferece bolsa completa para todos os alunos de escolas públicas.
Como não poderia deixar de ser, a primeira “peneira” acontece entre os alunos da própria rede pública de ensino de Joinville. Atualmente existem cerca de cinco mil crianças entre sete e nove anos matriculadas na rede pública em Joinville (fonte – Prefeitura de Joinville). Na seleção realizada em 2007, nada menos do que quatro mil alunos se inscreveram para disputar uma vaga no Bolshoi.
É claro que não é possível avaliar pessoalmente todas essas crianças, então, o primeiro passo é uma pré-seleção feita pelo professor de Educação Física desses alunos. Passada essa etapa, os selecionados seguem para uma avaliação médica e fisioterápica feita dentro da Escola, cujo intuito é avaliar a aptidão física da criança para a dança (alongamento, postura etc), visando a evitar o comprometimento de crianças que não agüentarão o ritmo forte dos treinos.
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Dessa etapa sobram então 400 crianças que seguem para a última seleção que envolve inscritos de todo o país. A partir de então, não existe a divisão entre quem é de escola pública ou particular. Ao todo, apenas 40 crianças garantirão vaga na escola após uma batelada de testes. A escola compromete-se a dar bolsa integral para todos os alunos selecionados que estudem em escolas públicas. Os demais pagam uma mensalidade de R$ 500,00 por mês. Atualmente, dos 234 alunos da Escola, 96% são bolsistas.
E os benefícios não param por aí. A Escola oferece transporte para essas crianças. Elas são pegas na porta de casa ou da escola (quando a escola é longe de casa) e são levadas para o curso. As crianças passam então cerca de cinco horas e meia por dia (no contra-turno) na Escola, onde recebem almoço, lanche, aulas teóricas e práticas de balé, aulas de inglês e piano, entre muitas outras atividades. No final do dia, elas são levadas até as suas casas pelo transporte oficial da Escola.
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Aqueles que possuem mais de 11 anos e que já tiveram contato com a dança também passam por uma seleção e são encaminhados para o Estágio Modular em Dança Clássica ou em Dança Contemporânea, com o intuito de aperfeiçoar a técnica. As inscrições para 2009 vão até 30 de setembro. Para saber como você pode efetuar a sua inscrição, clique aqui.
Para mais informações sobre balé e arte, confira os links na próxima página.