Antes dos computadores serem usados amplamente para a edição de som, nos anos 90, tudo era feito com fita magnética. Para fazer edição usando fita magnética, era preciso cortar, literalmente, a fita, remover a parte do áudio que você não queria e emendar a fita de novo.
A máquina escolhida para a edição mecânica de áudio era o gravador rolo-a-rolo. Com esse equipamento, era possível gravar e reproduzir áudio com carretéis circulares de fitas magnéticas de áudio. Também eram necessários vários equipamentos especializados de edição: uma navalha, um bloco e fita de edição.
Este é o processo básico de edição corta-e-emenda com fita magnética:
Quando a fita magnética foi inventada, no final da década de 1940, uma das suas maiores vantagens era que poderia conter múltiplos canais de áudio sem criar barulho excessivo. Isso possibilitava um processo chamado overdubbing ou gravação multifaixas.
Pela primeira vez, o editor de som conseguia isolar e individualizar cada pedaço do áudio (diálogo, efeitos sonoros, música) e gravá-los como faixas separadas. Isso é chamado predubbing. Então, as faixas individuais poderiam ser gravadas uma sobre a outra, sobrepostas, em uma única fita magnética. Os primeiros protótipos de fita magnética só suportavam duas faixas de áudio por vez, mas as versões posteriores podiam suportar centenas.
Na próxima seção, veremos como as mesmas técnicas básicas de edição de som entraram na era digital.